Ceará
Estudantes ocupam reitoria da Universidade Estadual do Ceará
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Estudantes prometem acampar na reitoria até que tenham reivindicações atendidas (Foto: Facebook/Reprodução)[/caption]Grupo protesta contra falta de investimento na infraestrutura da UECE. Alunos cobram assistência a alunos e contratação de professores.

Estudantes prometem acampar na reitoria até que tenham reivindicações atendidas (Foto: Facebook/Reprodução)
Estudantes da Universidade Estadual do Ceará (UECE) ocupam desde a manhã desta quinta-feira (10) a sede da reitoria em protesto contra o corte de verba e falta de investimento em infraestrutura. Cerca de 120 pessoas estão no prédio da reitoria “sem expectativa de saída”.
“Apresentamos uma pauta ampla. Boa parte das reivindicações devem ser atendidas pelo Governo do Estado, e não pela reitoria, e estamos fazendo esse protesto para publicizar nossas reivindicações”, explica o estudante de ciências sociais Thiago Nascimento, 26 anos.
Segundo os estudantes, a UECE sofre com problemas de falta de investimento em infraestrutura. “O Complexo Poliesportivo está cheio de problemas. A reitoria retirou os bebedouros; atualmente só tem quatro, e dois sem manutenção. Também há falta de professor, concurso para professor efetivo, dinheiro para assistência estudantil”, diz a estudante de geografia Miriam.
O vice-reitor da universidade, Idelbrando Soares, reconhece a legitimidade do protesto e afirma que a UECE passa por carência de investimento e burocracia para aplicação dos recursos.
“Entendemos a ocupação como um ato político, temos a clareza de que o ato politico tem a sua legitimidade social. A UECE tem uma estrutura deficitária de 38 anos. Nós aplicamos R$ 13 milhões em projetos, alguns de 2012, mas ainda não foram aplicados devido à burocracia. Nós já tivemos audiência para cobrar agilidade sobre isso”, diz Soares.
Em relação à falta dos bebedouros, uma das principais reclamações dos estudantes, o vice-reitor afirma que eles foram retirados para manutenção e que serão recolocados na sexta-feira (11). Idelbrando afirma ainda que, por conta do corte de gastos, a UECE “não tem condições” de acompanhar o crescimento da instituição, e que por isso há carência para a assistência estudantil.
O vice-reitor reconhece ainda a carência de professores e diz que depende da aprovação do Governo do Estado para realização de concursos. “Nós já tivemos a aprovação de um concurso para 75 professores, mas temos uma carência de 250 docentes. Já explicamos e cobramos a necessidade de novos concursos”, diz.
Fonte: G1
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