Iguatu
Estudantes de Iguatu concorrem em competição nacional de projetos sociais
A equipe estará no Rio de Janeiro, nos dias 20 e 21 deste mês, para o Campeonato Nacional Enactus.
Com projetos que impactam cerca de três mil habitantes da região de Iguatu nas áreas de resíduos sólidos, irrigação e costura, alunos do Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE) Campus Iguatu concorrem em sete categorias do Campeonato Nacional Enactus. A organização sem fins lucrativos premia projetos acadêmicos que atuam para empoderar comunidades, desenvolver a qualidade de vida da população e promover o desenvolvimento sustentável.
Os 15 alunos dos cursos de Química, Serviço Social e Irrigação e Drenagem do instituto desenvolvem voluntariamente os projetos há dois anos e meio na formação de habitantes da região para promover autonomia e outras alternativas de renda. O projeto Cooperar atua na formação de 25 catadores de resíduos sólidos de Iguatu; o Projeto Linhas auxilia 25 mulheres da Associação de Artesãs do Alencar com cursos de costura; e o Projeto Muda apresenta e reproduz um sistema de irrigação mais eficiente e mais barato para pequenos agricultores.
Além de atender a comunidades rurais, a equipe realiza palestras sobre educação ambiental e convivência com o semiárido em escolas particulares e públicas da região, atingindo mais de duas mil crianças. Nos dias 20 e 21 deste mês, 12 alunos do grupo estarão no Rio de Janeiro, representando o time na premiação nacional.
Premiação
Kevin Brasil, estudante de Química e líder do grupo, explica que, para a viabilização dos projetos, os times da Enactus de todo o Brasil inscrevem as propostas em editais de empresas parceiras no evento. Atuando em 36 países, a organização avalia critérios sociais, econômicos e ambientais para a escolha dos vencedores. Kevin é o único do Ceará concorrendo a Líder Estudantil do Ano.
A equipe concorre aos prêmios alimentação em foco; ética e integridade no agronegócio; central do futuro; desafio comunitário e desafio campeão nacional da Enactus. Conselheira do projeto, a professora Maria Aliane Coelho concorre na categoria melhor conselheira do ano. Se conquistarem o primeiro lugar, a equipe irá representar o Brasil na etapa internacional, em Londres no mês de setembro.
Todas as premiações são revertidas em ajuda financeira para continuar fomentando ou dar início a novos projetos sociais na região. Para Kevin, a motivação para os trabalhos vem da possibilidade de repassar os conhecimentos adquiridos na universidade para a população. “Muitos pessoas não têm a oportunidade de estar aqui e são desacreditadas”, ressalta.
Ver pessoas em sala de aula se qualificando e virando donas do próprio negócio, para o estudante, é o incentivo para o desenvolvimento dos projetos e pode mudar a realidade das comunidades. “Nós mostramos para os alunos daqui do instituto que eles podem multiplicar os conhecimentos e criar oportunidades para que as pessoas possam mudar de vida”, comemora.
Redação O POVO Online
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