Ceará
Escolas estaduais podem voltar com ensino híbrido, diz secretário
O secretário de Ensino Médio e Profissional da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc), Rogers Mendes, afirmou nesta sexta-feira (17) que o Governo do Estado está trabalhando várias possibilidades de retorno às aulas, incluindo a maneira híbrida, com parte da turma presencial e outra parte a distância. A sugestão foi mencionada em uma transmissão junto com o Ministério Público Estadual (MPCE). Mesmo com a possibilidade, não há data para o retorno das atividades presenciais.
Alunos da rede pública seguem sem aula desde março, por conta da pandemia de coronavírus. Na rede privada, os estudantes têm aulas remotas.
Contudo, o secretário explicou que não há planos de iniciar as primeiras semanas de agosto de forma presencial nas escolas estaduais. “Nossa intenção é aprofundar melhor o plano de retomada e iniciar o período ainda de forma remota.”
“A gente não vai forçar as famílias a mandarem seus filhos à escola em um período deste. Vamos ter que estar preparados para atender aquelas pessoas que, ou já têm comorbidade, ou aqueles que não se sente confortável em sair, para que eles continuem o ensino de forma remota”, esclareceu.
Conforme o titular da Seduc, o ensino híbrido pode ser realidade até o início do ano letivo de 2021. “Mesmo com a vacina (contra o novo coronavírus) neste ano, esse processo ainda vai levar um tempo.”
Durante a transmissão, Rogers disse que o Governo do Estado prevê um novo ciclo de planejamento para as aulas remotas a partir do segundo semestre deste ano. “Vamos identificar aqueles estudantes com dificuldades. Nós já avançamos bastante, mas ainda temos muito o que fazer. Estamos falando de desigualdades estruturais do país.”
Entre as estratégias para um retorno presencial seguro, ainda que sem data, o secretário mencionou que não haveria volta com 100% dos estudantes. “Já estamos nas fases de orçamento para compra de materiais para garantir a segurança de funcionários e alunos. Talvez a gente passe um bom tempo não ultrapassando a capacidade de 25% de alunos simultaneamente em uma semana”, colocou.
Outra possibilidade para minimizar o impacto do retorno presencial das escolas é a alteração no horário de funcionamento para não sobrecarregar o transporte público. “É uma série de alternativas pensadas para não gerar aglomeração. Precisamos proteger quem tem comorbidades. Os profissionais e estudantes no grupo de risco ficariam em home office e em ensino remoto, respectivamente”, disse.
“Continuamos sem data definida para a volta presencial, uma vez que são milhares de pessoas envolvidas. Nós somos totalmente sensíveis às autoridades epidemiológicas que vão nos dizer quando será o momento certo para iniciarmos um retorno presencial seguro”, esclareceu o titular da Seduc.
Fonte: G1 CE
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