Artigo
Entre Olhares: O milagre da cura
Nos últimos dias foi acirrada a discussão em torno de uma sentença proferida por um excelentíssimo juiz federal acerca de retrógrado debate a respeito de uma suposta doença que já não é mais reconhecida nem pela Organização Mundial de Saúde – OMS, nem pelo Conselho Federal de Psicologia: a homossexualidade. É inacreditável que um magistrado não tenha conhecimento das diretrizes emanadas pelos dois principais órgãos que deveriam ter sido considerados para a tomada de decisão.
Fico ainda mais estarrecido em constatar que dentre tantas outras questões sociais inadiáveis para o avanço das condições de sobrevivência dos menos favorecidos de nossa Nação, um juiz federal, muito bem pago pelo Povo do Brasil, se ocupe em desperdiçar energias e atiçar tantas outras em tema tão inglório, descabido, inoportuno tanto quanto os seus posicionamentos, fazendo-me ainda investir o meu e o seu tempo nesta rápida reflexão. Dai-me a minha permissão para fazer algumas digressões.
É necessário reconhecer que o fatídico e magistral posicionamento do egrégio juiz promoveu uma sublevação social, eivada por um viés de solidariedade, compaixão, ternura e sinceridade muito raros nos tempos atuais. Nas redes sociais, nos meios de comunicação de massa e nos mais diversos grupos foi intensa e exaustiva a discussão, o posicionamento contrário e as manifestações de repúdio à egrégia sentença. Por conta disso, atrevo-me a apresentar algumas sugestões ao excelentíssimo juiz.
Considerando a autoridade de que é investida a Vossa Excelência acredito se tratar de bom alvitre exorte pronunciamento determinativo pondo fim aos desmandos promovidos por seus pares, determinando o fim da venda de sentenças; determinando o fim da morosidade; determinando o fim da parcialidade com que são tratados os réus; determinando transparência nos atos administrativos perpetrados pelo Poder judiciário; determinando o esclarecimento ao Povo do Brasil acerca de fatos nebulosos envolvendo insuspeitos magistrados. Esse seria o milagre da cura do Poder Judiciário.
Sem perder de vista Vossa Egrégia Autoridade, que tal determinar o fim da ganância espúria e da arrogância esdrúxula dos políticos profissionais deste Brasil; determinar ainda a suspensão do processo de retirada de direitos que foram adquiridos ao longo de muito tempo e de muita luta; determinar a devolução de todos os direitos que foram usurpados da nossa população; determinar o enxadrezamento de todas as quadrilhas que foram formadas para vilipendiar o patrimônio público; determinar o fim da legislatura em causa própria. Esse seria o milagre da cura do Poder Legislativo.
Invocando a paladina autoridade de vossa magistratura oportuno seria determinar o fim da corrupção; determinar o fim dos monopólios e dos oligopólios que privatizam o Estado do Brasil e ainda promovem ingerências na administração dos bens públicos da nação; determinar o fim das indicações para os cargos da Suprema Corte e a instauração de transparente processo público de seleção; determinar o fim de todos os privilégios e prerrogativas que impõem tratamento diferenciado a corruptos e corruptores. Esse seria o milagre da cura do Poder Executivo.
Por fim, para concluir, exerça vossa autoridade magistral para determinar a imediata construção de escolas, creches, hospitais e asilos; que seja determinada a imediata construção de casas para desabrigados; que seja determinada a imediata realização de obras de saneamento básico em todo o país; que seja determinada a imediata recuperação dos danos causados ao meio ambiente; que seja determinado o imediato desmantelamento do crime organizado; determine-se o fim dos preconceitos, da intolerância e da ignorância promovendo-se a EDUCAÇÃO DO POVO. Esse seria o milagre da cura da Nação Brasileira.
Dada vênia curada seja a miopia profunda que tanto acomete Vossa Excelência.
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