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Reunidos no sudoeste da Inglaterra para mostrar uma frente unida diante da crise sanitária que atingiu o mundo inteiro, os líderes das grandes potências do G7 pretendem fazer um progresso “histórico” neste sábado (12) com a adoção de um plano de batalha contra futuras pandemias.

Até domingo (13), os chefes de estado e de governo da Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Japão e Estados Unidos devem discutir os meios para o G7 ajudar a conter a crise provocada pelo coronavírus. Depois da promessa de doar vacinas para países pobres, os líderes querem encontrar maneiras de evitar que uma catástrofe global aconteça novamente.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, escreveu no Twitter que a “declaração de Carbis Bay” proposta pelo G7 para prevenir futuras pandemias é um “momento histórico”. “Com este acordo, as principais democracias do mundo se comprometerão a evitar que uma pandemia global volte a acontecer, para que a devastação causada pela Covid-19 nunca se repita”, afirmou.

O documento inclui uma série de compromissos para prevenir outra pandemia, reduzindo o tempo de desenvolvimento de vacinas, tratamentos e diagnósticos, na esperança de que o mundo esteja pronto, em menos de 100 dias, para enfrentar doenças súbitas. Essa afirmação, contudo, não resolve a espinhosa questão da suspensão de patentes de vacinas para acelerar a sua produção. Os Estados Unidos e a França são a favor, mas a Alemanha é contra.

O grupo também se concentrará no fortalecimento da vigilância sanitária e na implementação da reforma da Organização Mundial da Saúde (OMS) para torná-la mais poderosa. Um árduo objetivo sem o apoio da China, que não aprecia o G7, que qualificou como uma “camarilha” formada por Washington.

Para a ONG Oxfam, o G7 é muito brando com a indústria farmacêutica. “Esta declaração não resolve os problemas fundamentais que impedem que as vacinas sejam acessíveis à maioria”, declararam os ativistas.

Fonte: G1 CE