Por longos anos a Transposição do Rio São Francisco povoou o imaginário do cearense como a grande esperança para pôr fim a agonia da estiagem. Recaía sob essa obra, que se arrastou por mais de uma década, a missão de garantir o abastecimento humano ao Ceará. No entanto, hoje esse cenário de completa dependência começa a ser descontruído.

Por longos anos a Transposição do Rio São Francisco povoou o imaginário do cearense como a grande esperança para pôr fim a agonia da estiagem. Recaía sob essa obra, que se arrastou por mais de uma década, a missão de garantir o abastecimento humano ao Ceará. No entanto, hoje esse cenário de completa dependência começa a ser descontruído.

O gigante das águas mais que duplicou de volume em menos de 5 meses e conquistou uma respeitável autonomia não saboreada há, pelo menos, sete anos.

O titular da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) do Estado, Francisco Teixeira, explica que, agora, o Castanhão com seus 24,2% não possui, atualmente, qualquer dependência das águas da Transposição do Velho Chico.

Neste ano, o Castanhão recebeu apenas 70 milhões de metros cúbicos advindos do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf). Diante do volume reduzido transposto, Teixeira revela que, agora, a tendência é que a vazão reduza para os próximos anos.

 

Fonte: Diário do Nordeste