Tecnologia
Cientistas dizem ter identificado parte do cérebro que faz ‘ver fantasmas’
[caption id="attachment_15993" align="alignnone" width="600"]
Voluntários mexiam em um robô com as mãos enquanto outro robô fazia os mesmos movimento atrás deles (Foto: BBC)[/caption]
A sensação de se estar próximo a uma “presença-fantasma” – de que há alguém por perto quando não há ninguém – se origina em uma parte do cérebro, segundo um estudo recente publicado no jornal científico Current Biology.

Voluntários mexiam em um robô com as mãos enquanto outro robô fazia os mesmos movimento atrás deles (Foto: BBC)
A sensação de se estar próximo a uma “presença-fantasma” – de que há alguém por perto quando não há ninguém – se origina em uma parte do cérebro, segundo um estudo recente publicado no jornal científico Current Biology.
Os cientistas conseguiram identificar algumas áreas do cérebro responsáveis por gerar essa sensação relatada por algumas pessoas. Eles também conseguiram criar um experimento que faz com que as pessoas sintam que há um fantasma por perto.
O estudo constatou que pacientes com problemas nas partes do cérebro associadas a autoconsciência, movimentos e a posição do corpo no espaço relatavam experiências como essa, a de sentir a presença de alguém que não existe.
A “presença-fantasma” é um fenômeno comum relatado por muitas pessoas.
Segundo Giulio Rognini, cientista do Instituto Federal de Teconologia da Suíça, essa sensação é sempre muito “real”.
“Essa impressão é muito vívida. Eles sentem alguém, mas não conseguem ver essa pessoa. Sempre é uma presença sentida”, disse.
Para ele, essa sensação é mais comum em pessoas que enfrentam condições extremas, como montanhistas ou pessoas com condições neurológicas específicas.
“O que impressiona é que eles relatam frequentemente que os movimentos que estão fazendo é ‘imitado’ pela presença-fantasma. Então se o paciente está sentado, eles sentem que o fantasma está sentado. Se eles estão de pé, o fantasma está de pé, e assim por diante”, explicou.
Estudo
O estudo foi feito com 12 pessoas que apresentavam algum tipo de distúrbio neurológico e que relataram terem sentido uma “presença-fantasma” algumas vezes.
Os testes revelaram que todos esses pacientes tinham problemas em áreas do cérebro que são relacionadas à autoconsciência e aos movimentos do corpo.
Em outros testes, os cientistas examinaram 48 voluntários saudáveis, que não tinham tido nenhuma experiência paranormal, e desenvolveram um experimento para alterar os sinais neurais nessas regiões do cérebro.
Eles vendaram os olhos dos participantes e pediram a eles que manipulassem um robô com as mãos. Enquanto eles faziam isso, um outro robô, poscionado atrás dos voluntários, traçava esses mesmos movimentos.
Quando os movimentos na frente e atrás do corpo do voluntário ocorriam ao mesmo tempo, eles não relatavam nada de estranho.
Mas quando havia um atraso entre um movimento e outro, um terço dos voluntários relataram a sensação de que havia uma “presença-fantasma” na sala, e alguns disseram terem sentido a presença de até quatro “aparições” no local.
Para dois dos participantes, a sensação foi tão estranha que eles pediram para parar o experimento.
Resultados
Os pesquisadores disseram que essas interações estranhas com os robôs mudaram temporariamente a função do cérebro nas regiões associadas com autoconsciência e percepção da posição dos corpos.
A equipe acredita que a “presença-fantasma” é sentida por uma “confusão” do cérebro: ele está calculando mal a posição do próprio corpo e o identificando como pertencente a outra pessoa.
“Nosso cérebro tem várias representações do nosso corpo no espaço. Em condições normais, ele é capaz de montar uma autopercepção unificada da pessoa por meio dessas representações”, explicou Rognini.
“Mas quando o sistema não funciona bem por causa de alguma doença – ou, nesse caso, por causa de um robô -, isso pode às vezes criar uma segunda representação de um mesmo corpo, que não é mais percebido como ‘eu’, mas como outra pessoa, ou uma ‘presença-fantasma’.”
Os pesquisadores afirmam que essas descobertas podem ajudá-los a entender melhor alguns condições neurológicas específicas, como a esquizofrenia.
Fonte: G1
-
Iguatu2 semanas atrásJustiça suspende lei que autorizava venda de terrenos públicos em Iguatu após Ação Popular de vereadores da oposição
-
Brasil2 semanas atrásPesquisa Atlas/Bloomberg revela empate em eventual segundo turno, mas aponta Lula próximo de vitória ainda no primeiro
-
Iguatu2 semanas atrásSuposta fraude em abastecimento é atribuída a veículos ligados à ex-secretária de Saúde de Acopiara após fim da gestão
-
Noticias2 semanas atrásAneel retoma em março discussão sobre renovação do contrato da Enel Ceará
-
Noticias2 semanas atrásFortaleza pode ser a primeira capital do país a adotar tarifa zero no transporte coletivo
-
Iguatu5 dias atrásEXCLUSIVO: Fumaça, barulho e relatos de doenças: por que fundição segue operando em bairro residencial de Iguatu?
-
Noticias2 semanas atrásInstituto Nacional de Meteorologia alerta para chuvas intensas em 38 municípios do Ceará
-
Noticias2 semanas atrásBombeiros confirmam 47 mortes após temporais em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais

