Brasil
Câmara aprova lei antiterror, que pode criminalizar movimentos populares
[caption id="attachment_21225" align="alignnone" width="640"]
Protesto em Brasília neste ano | Foto: Fábio Pozzebom/ABr[/caption]
A Câmara dos Deputados aprovou a lei antiterror, em votação nesta quarta-feira (12). O (PL 2016/15), que foi votado em caráter de urgência no plenário, teve aderência de todos os partidos, com exceção de PSOL e PC do B.

Protesto em Brasília neste ano | Foto: Fábio Pozzebom/ABr
A Câmara dos Deputados aprovou a lei antiterror, em votação nesta quarta-feira (12). O (PL 2016/15), que foi votado em caráter de urgência no plenário, teve aderência de todos os partidos, com exceção de PSOL e PC do B.
O PL tipifica o terrorismo como a prática, por um ou mais indivíduos, de ações com a finalidade de intimidar o Estado, uma organização internacional, pessoa jurídica nacional ou estrangeira, ou ainda representações internacionais; em atos com a intenção de coagi-los a agir ou a se omitir, provocando terror, expondo ao perigo a pessoa, o patrimônio, a paz pública e a incolumidade pública.
Para a deputada e líder do PC do B na Câmara, Jandira Feghali, a lei dá margem para a criminalização de movimentos sociais e protestos políticos.
“Uma manifestação de estudantes ou de professores poderia ser enquadrada como ato terrorista. A lei poderia ser usada para criminalizar tentativas de reivindicação do povo ao Estado, o que foi praxe na Ditadura”, afirma.
Apesar do texto isentar “manifestações políticas, sociais ou sindicais” de qualquer restrição e punição, a deputada acredita que o texto é “amplo e genérico, a interpretação ficará na cabeça de quem julgar”.
O deputado federal Jean Willis (PSOL-RJ), em entrevista ao Opera Mundi, lembra que os crimes tipificados no projeto “já são contemplados no Código Penal. Mas o que temos mesmo é o terrorismo de Estado, sobretudo das polícias nas favelas”.
A pena de uma ação classificada na lei antiterror pode variar de 12 a 30 anos. O projeto de lei segue para ser avaliado pelo Senado.
Desde os protestos de junho de 2013, inúmeros projeto de tipificação do crime de terrorismo surgiram. De acordo com a advogada da ONG Justiça Global, Natalia Damázio, os movimentos sociais devem ficar ainda mais atentos para o avanço do projeto pois ele tem “cunho repressivo e político”.
“Esse PL é apenas uma das tentativas que estão em curso que ampliam o Estado policial e o autoritarismo no país. Temos visto uma postura de cerceamento dos direitos humanos por parte do Congresso. Essa política gera aumento do encarceramento e do punitivismo, isso inclui uma crença no militarismo, numa política exclusivamente repressiva e menos democrática”, apontou.
Fonte: Brasil de Fato
-
Iguatu6 dias atrásIguatu recebeu secretário da SDA para assinatura de ordens de serviço de sistemas de abastecimento de água
-
Brasil6 dias atrásGoverno federal cria medidas para combater cambismo digital e garantir água gratuita em eventos
-
Ceará6 dias atrásPesquisa da UFC identifica presença de bisfenóis em caranguejos de manguezais no Ceará
-
Noticias6 dias atrásMorre aos 83 anos o ator e diretor Gracindo Júnior, ícone da televisão Brasileira
-
Brasil4 dias atrásConselho Nacional de Política Cultural recebe inscrições até 22 de setembro
-
Brasil5 dias atrásPESQUISAS – Ciro ainda lidera, mas Elmano encurta a distância em ritmo acelerado”.
-
Brasil5 dias atrásMoraes acusa Mendonça de abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade e pede providências a Fachin
-
Curiosidades4 dias atrásMaturidade, e não criação, pode explicar comportamento de quem nasceu entre 1955 e 1978
