Regional
Brasil tem quase duas mil mortes por H1N1 em 2016, diz ministério
De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus H1N1 já matou mil 982 pessoas e mais de dez mil casos foram notificados, no país, em 2016. O balanço quase alcançou os números de 2009, quando mais de dois mil brasileiros morreram por causa da doença. Na época da pandemia, em que a doença se espalhou pelo mundo, a vacina para a doença ainda estava em desenvolvimento.
Além disso, em 2016, também foram notificados 55 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é uma complicação da gripe H1N1. A técnica de Influenza da Vigilância Epidemiológica do Distrito Federal, Ana Carolina Tardin, explica em quem a doença pode se agravar.
“Uma pessoa comum ela causa sintomas de gripe, como febre, calafrio, mal estar, mas ela não se agrava. Agora algumas pessoas como idosos, gestantes, pessoas que tem algum problema de saúde, como diabetes, obesidade, que às vezes a gente não dá muita importância. Essas pessoas tem uma maior chance de agravamento da doença”.
A região sudeste foi a mais afetada, com 56,5 por cento dos casos. Os estados com mais mortes por Influenza foram São Paulo, com 779 óbitos, Paraná com 216 e Rio Grande do Sul com 205 mortes. Para evitar novos casos, a técnica de Influenza, Ana Carolina Tardin, dá dicas sobre como se prevenir.
“Evitar ambientes fechados, aglomerados, principalmente na época que temos maior número de casos, que é primavera ou outono. Evitar colocar as mãos nas mucosas, no olho. Sempre que a gente for se expor a alguém que esteja doente, usar a máscara. Essas são as principais medidas de prevenção”.
Na rede pública, a vacinação contra influenza é destinada a alguns grupos prioritários, como, por exemplo, crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade. A vacina de gripe é atualizada todos os anos para se adequar aos vírus circulantes.
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