Mundo
Apple se põe de joelhos diante da China em troca de lucros
Sites conservadores e a mídia internacional noticiam que o CEO da Apple, Tim Cook, teria assinado um acordo de US$ 275 bilhões com a China em 2016. A quantia seria uma espécie de pedágio para que o gigante americano pudesse tocar seus lucrativos e vastos negócios no país sem ser incomodado (ainda mais) pela repressão do governo comunista. Ao mesmo tempo, havia o compromisso de “crescer junto com as empresas chinesas, para alcançar benefícios mútuos”.
O acordo de cinco anos foi projetado para acalmar funcionários do governo chinês que achavam que a Apple não estava investindo o suficiente na economia chinesa. Qualquer manual de economia definiria isso como um achaque, já que fere todas as regras do bom capitalismo.
Mas a China é uma ditadura que não tem vergonha de ser uma ditadura. O “socialismo com características chinesas” vem multiplicando bilionários e crescendo de forma consistente, há décadas, fazendo bom uso do livre-comércio, relações multilaterais e produção em escala, com altos índices de desenvolvimento tecnológico. É uma potência… capitalista.
Só que em nenhum momento, e as calças arriadas da Apple demonstram com clareza, o Partido Comunista engana aqueles que lá se aventuram em busca de lucros e expansão. É praticamente um suicídio assistido, a longo prazo, pois o regime de Xi Jinping sabe jogar pesado e manter em rédea curta investidores estrangeiros que aceitam trocar a segurança jurídica do país de origem por lucros altos, porém tutelados por seus adversários ideológicos.
Talvez os capitalistas da era digital não sejam tão ideológicos assim. Eles querem mesmo é dinheiro. Segundo o New York Times, funcionários estatais chineses gerenciam fisicamente os computadores da Apple – que abandonou a tecnologia de criptografia usada em outros lugares depois que a China exigiu esse monitoramento.
Eles são gigantes, que se entendam. Algo evidentemente está fora de lugar, sob o ponto de vista ético e do que se consagrou como acordos econômicos saudáveis para a economia mundial. Trouxa não há nessa história. Só quem observa de fora, perplexo.
Fonte: R7
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