Ceará
Agentes penitenciários do Ceará são enviados para apoiar força-tarefa no Pará
Na manhã desta quinta-feira (5), 21 agentes penitenciários do Ceará embarcaram para Belém. O apoio foi solicitado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para contenção da crise e reconstrução do sistema carcerário paraense, após uma rebelião, no dia 29 de julho, que vitimou dezenas de pessoas no presídio de Altamira. Os agentes cearenses serão incorporados a outras frentes de intervenção penitenciária enviadas por outros Estados.
Mauro Albuquerque, titular da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), ressalta que o sistema penitenciário cearense tem se destacando nacionalmente. “Mais uma vez demonstramos que o Ceará virou uma referência nacional quando se fala em intervenção penitenciária. Mandamos 20 homens para contingenciar a crise do Amazonas em maio e nossos agentes tem executado suas tarefas com êxito. Agora enviamos mais 21 agentes para contribuir na contenção e reconstrução do sistema paraense, inclusive com um agente cearense como coordenador da força”, afirma.
O secretario reforça que Ceará está preparado para atuar em crises nacionais e detalha como se dá o trabalho dos agentes nas intervenções em outros Estados. “Eles vão intervir, reestruturar o sistema, treinar os agentes de lá, implantar procedimentos e contribuir com os irmãos paraenses. Na nossa crise de janeiro tivemos ajuda de vários entes da federação, então nada mais justo agora do que mandar nossos agentes cearenses treinados e capacitados na nova doutrina para auxiliar nas reconstruções de outros sistemas”, explica.
Souza Lima, integrante do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), reafirma o trabalho desenvolvido no Ceará e como isso pode servir a outros sistemas. “A ordem e disciplina que mantemos no Ceará será o modelo que levaremos ao Pará. Temos compreensão que o cenário lá é desafiador, mas também temos absoluta certeza da capacidade e empenho dessa nobre frente de trabalho reunida aqui nessa missão”, disse.
A agente penitenciária do Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa, Lilian Andressa, comenta a experiência de cumprir essa missão em nível nacional. “Ser a primeira mulher do Ceará a integrar uma força de intervenção dessa natureza, me enche de orgulho, mas também bastante responsabilidade. Vou lá aprender muito e também ensinar meus conhecimentos sobre crise penitenciária. Esses meses da nova doutrina tem nos tornado agentes qualificados e confiantes. Não sabemos o que vamos encontrar, mas temos convicção do nosso conhecimento e capacidade de ajudar a mudar o sistema do sistema paraense”, comenta.
Rebelião
No dia 29 de julho deste ano, uma rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará, deixou 52 detentos mortos, sendo 16 deles decapitados. O massacre foi motivado por uma briga entre organizações criminosas.
Fonte: Diário do Nordeste
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