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Estudo de universidade dos EUA aponta que o vírus causador da Covid-19 também ataca os neurônios
O vírus Sars-Cov-2, causador da Covid-19 e responsável pela pandemia que assola o Mundo, pode estar infectando o sistema nervoso dos pacientes, além de causar crises respiratórias agudas. Os indícios dessa atuação do novo vírus foram apresentadas na primeira versão de um estudo científico conduzido por cerca de 40 pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. A primeira versão do estudo foi lançado no dia 8 de setembro e deve passar ainda por uma banca de validação antes que a versão final seja publicada definitivamente.
Na pesquisa foram utilizados três abordagens diferentes para tentar mapear a infecção do vírus no sistema nervoso central, especialmente nos neurônios. Primeiro, utilizaram organOides do cérebro humano (células cultivadas em laboratório para formar um pequeno tecido, que imita o ambiente do cérebro), depois foram utilizados camundongos como cobaias e então a autópsia cerebral de pacientes que morreram por conta da Covid-19.
O “estudo fornece uma demonstração clara de que os neurônios podem se tornar um alvo da infecção por SARS-CoV-2, com consequências devastadoras”, conforme argumentam os pesquisadores no desenvolvimento do estudo. A extensão ou a frequência do ataque ao cérebro pelo vírus ainda é desconhecida e deve ser investigada mais a fundo por novas pesquisas.
A principal teoria da pesquisa é que o vírus se utilize da proteína ACE2 para se ligar com as células e a infectar, porém, o estudo encontrou uma baixa presença dessas proteínas nas regiões do tecido cerebral infectado pelo vírus analisado durante o estudo. A hipótese dos pesquisadores é de que o vírus consiga “disfarçar” a sua presença e assim evitar os mecanismos de defesa do organismo, já que eles não encontraram evidências de que o organismos infectados tivessem apresentado respostas imunológicas à infecção.
O levantamento ainda identificou que o Sars-Cov-2 se aproveita das células neurais que consegue infectar para se reproduzir, porém, sem as destruir, e talvez assim não alarmar o sistema imunológicos das vítimas. Ainda que não destrua as células que infecta, o novo vírus suprime a comunicação com outras células e restringe a transmissão de oxigênio e demais nutrientes, gerando a morte da região ao redor das células infectadas.
A pesquisa comprovou ainda que o vírus não atinge o cérebro de forma igual, afetando principalmente o córtex, sendo este a parte mais superficial do cérebro, onde se estão neurônios que coordenam algumas das funções mais sofisticadas do cérebro. No caso dos ratos usados como cobaia, houve lesões cerebrais intensas, afetando todo o sistema nervoso e conduzindo as cobaias à morte.
Fonte: O Povo
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