Ceará
Pesquisa permite uso de pele de tilápia no tratamento de úlceras varicosas no Ceará
A pele de tilápia ganha mais uma atribuição no Ceará. A partir de um estudo inédito realizado pelo Universitário Walter Cantídio (HUWC), o material está sendo utilizado para o tramento de úlceras varicosas, ou seja, feridas profundas na pele causadas por varizes.
Os testes começaram em novembro de 2019 e, segundo aponta o cirurgião vascular da Rede Ebserh e pesquisador à frente do estudo, Fred Linhares, uma das vantagens do uso da pele do peixe em relação aos curativos convencionais é que é possível mantê-la sobre o ferimento por até sete dias, diminuindo, assim, o custo com os insumos.
Outro benefício é a redução da dor do paciente e o risco de infecção, já que a ferida é menos manipulada por haver menos troca de curativos. A cicatrização deve ser mais rápida, segundo estima o especialista, uma vez que pele de tilápia estimula a formação de colágeno, ajudando no fechamento da ferida.
O estudo acompanha a evolução de 72 pacientes divididos em três grupos, conforme o tipo de tratamento – com pele de tilápia, óleo de AGE (ácidos graxos essenciais) e espuma de poliuretano. Os dois últimos são convencionais e com trocas de curativos diárias e a cada cinco dias, respectivamente. Os resultados serão comparados no fim da pesquisa para definir qual dos métodos melhor se aplica, segundo Fred Linhares.
Resultados
A doméstica Maria Madalena Nascimento, de 63 anos, foi a primeira paciente com úlcera varicosa submetida ao tratamento com a pele de tilápia. Sofrendo com o problema há pelo menos quatro anos, ela diz que, após as primeiras semanas participando do método, sente menos dor e inchaço nas pernas.
A pele de tilápia vem sendo utilizada de forma exitosa no tratamento de queimados, realizado no Ceará desde 2015. Em 2017, duas pacientes do Ambulatório de Adolescente da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC) obtiveram resultados positivos com cirurgia minimamente invasiva feita com pele de tilápia para a construção do canal vaginal. Elas são portadoras da síndrome de Rokitansky.
Fonte: Diário do Nordeste
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