Regional
Cogerh amplia liberação de água do Orós e medida traz preocupação
O açude Orós, o segundo maior reservatório do Ceará, está com 5,4% da capacidade. O reservatório desde terça-feira passada passou a liberar mais água pela válvula dispersora, passando de 2,4 metros cúbicos por segundo para 4,4 metros cúbicos por segundo.
O aumento da vazão é para atender a demanda do Baixo Jaguaribe, principalmente a cidade de Jaguaretama, mas a medida traz preocupação e insatisfação da população local.
Os moradores e membros do Comitê da Bacia do Alto Jaguaribe não são contra a liberação de água para atender a demanda da população do Vale Jaguaribano, mas eles cobram uma fiscalização mais eficaz contra o desvio e furto dessa água ao longo do trecho.
O integrante do Comitê da Bacia do Alto Jaguaribe, Paulo Landim, criticou mais uma vez a falta de medidas compensatórias para a região. “As comunidades precisam de poços que não são instalados, sofrem com escassez de água no entorno do açude”, pontuou. “O governo precisa olhar para a nossa região e compensar a perda de água”.
O baixo nível hídrico do reservatório prejudica além da atividade pesqueira, agropecuária, comércio e o turismo local que dependem do manancial. Nas pousadas, ilhas, restaurantes e balneários às margens do açude apresentam baixa movimentação de pessoas.
“Aqui está tudo parado, sem movimentação, sem visitantes”, disse o comerciante Márcio Nunes. “O açude está secando e ninguém vem para cá e nessa época do ano sempre foi de bom movimento”.
As águas do Orós chegam ao Vale Jaguaribano pelo rio Jaguaribe, após ser liberada pela válvula dispersora. De acordo com a gerência regional da Cogerh, o aumento de liberação de água vai permanecer por pelo menos dez dias. “Há milhares de pessoas de várias localidades e da cidade de Jaguaretama e Pereiro que precisam dessa água”, justificou o gerente regional da Cogerh, Anatarino Torres.
A população local também já não recebe água nas casas com a mesma qualidade e dezenas de localidades ribeirinhas já sofrem a redução de água no Orós. “A gente fica preocupado, com medo do açude secar e faltar água nas casas”, disse o radialista, Josemberg Vieira.
O Orós reabastece também o açude Lima Campos e a cidade de Icó, mas o bombeamento de água está paralisado. “Não havia mais condições técnicas de transferência porque a água está muito distante”, explicou Anatarino Torres. “O Lima Campos tem reserva mínima para quatro meses”.
A estimativa da Cogerh é que o Orós tenha volume de 4% até janeiro. Em relação à fiscalização da água liberada pelo manancial, a Cogerh disse que tem intensificado as operações de fiscalização ao longo do curso do rio Jaguaribe.
Fonte: Diário Centro Sul
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