Economia
Inflação na RMF mantém maior alta do País
A inflação da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) continua registrando a maior alta do País no acumulado ao ano desde março. Em outubro, o índice aponta uma taxa de 3,45% no ano e nos últimos 12 meses. Os dados são referentes a pesquisa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8).
De acordo com o IBGE, no mês, a inflação da RMF teve um leve crescimento de 0,04% ante setembro (-0,08%). No entanto, o resultado está abaixo do nacional que registrou inflação de 0,10%, o menor taxa desde outubro de 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%.
Grupos
O grupo saúde e cuidados pessoais foi o que mais contribuiu para este resultado na RMF, com um crescimento de 0,42% no mês. Segundo o economista Alex Araújo, o aumento no grupo pode ser explicado pela renegociação dos preços dos planos de saúde.
“O plano de saúde pode estar aumentando acima da inflação, porque a inflação médica é mais alta que o IPCA, então a correção dos planos de saúde termina ultrapassando o próprio indicador oficial”, comenta.
Entre os nove grupos pesquisados, três apresentaram recuo, com destaque para o grupo habitação que apresentou uma variação negativa de 0,65% devido ao item energia elétrica que deflacionou 2,77% no mês. Logo em seguida estão os grupos comunicação (0,15%) e despesas pessoais (0,02%).
Na ponta oposta, os grupos saúde e cuidados pessoais (0,42%), transporte (0,22%), alimentação e bebidas (0,17%) e educação tiveram variação positiva.
Alimentação
Dentro do grupo alimentação, os itens que mais inflacionaram em outubro foram: laranja-pera (9,52%), óleo de soja (4,20%), feijão fradinho (4,17%), tomate (3,17%), feijão carioca (2,97%), maça (2,46%) e acém (2,25).
Segundo Araújo, a alimentação é um dos fatores determinantes para essa diferenciação na inflação, já que muitos produtos consumidos em Fortaleza são importados de outros estados.
“Fortaleza tem uma característica que difere das demais regiões metropolitanas do Brasil que é a dependência de alimentos produzidos fora da região. Alimentos como frutas acabam sendo importados de outros estados, e isso faz com que se tenha um custo adicional que é o do frete associado a esses produtos, então a gente acaba pagando mais do que os outros estados pelos mesmos produtos por conta do transporte”, avalia.
Fonte: Diário do Nordeste
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