Brasil
DIA DAS CRIANÇAS: Brinquedo antigo estimula crianças a conviverem em sociedade, afirma especialista
O dia das crianças está chegando. E você, papai e mamãe, já sabe o que dar para o filho? Tecnologia ou brinquedos tradicionais? De acordo com dados publicados por uma empresa brasileira que fabrica pilha, neste ano, 54 por cento das crianças querem produtos tecnológicos de presente. Com toda essa modernidade, será que as crianças ainda gostam daqueles brinquedos ou brincadeiras de antigamente? A mãe de duas meninas, Milena Silva, evita os brinquedos tecnológicos. Segundo ela, brincar junto com as filhas é mais prazeroso que a tecnologia.
O dia das crianças está chegando. E você, papai e mamãe, já sabe o que dar para o filho? Tecnologia ou brinquedos tradicionais? De acordo com dados publicados por uma empresa brasileira que fabrica pilha, neste ano, 54 por cento das crianças querem produtos tecnológicos de presente. Com toda essa modernidade, será que as crianças ainda gostam daqueles brinquedos ou brincadeiras de antigamente? A mãe de duas meninas, Milena Silva, evita os brinquedos tecnológicos. Segundo ela, brincar junto com as filhas é mais prazeroso que a tecnologia.
“Eu sento e brinco junto, eu mostro como funciona. Eu procuro não comprar só aqueles brinquedos mais caros, mas os brinquedos mais simples, pegar e fazer alguma coisa com o brinquedo, construção mesmo. Corda, bola. ‘Ah, vamos jogar com uma mão, vamos jogar com as duas, chuta com esse pé, chuta com o outro’.”
Parece que os brinquedos antigos ficaram de lado para alguns pequenos. Hoje em dia, eles se divertem com equipamentos eletrônicos, que dominam as prateleiras das lojas especializadas. Para a psicóloga infantil do Conselho Regional de Psicologia de Goiás/Tocantins, Alba Santana, o cenário atual é consequência do espaço e realidade em que a criança vive.
“O ambiente cultural hoje é tecnológico, a criança convive com o pai, com o irmão, com primos que está todo mundo no computador o tempo inteiro. Então não tem outro jeito, para ela poder gostar desses brinquedos, ela teria que ter referências, teria que ter alguém brincando com esses brinquedos perto dela.”
Mas brinquedos eletrônicos não têm seu lado negativo. De acordo com a pedagoga da Universidade Federal da Paraíba, Lidiane Farias, essas novas tecnologias permitem que as crianças desenvolvam o instinto individual.
“Tablets e computadores, às vezes lhe permitem uma brincadeira, um conhecimento isolado, só você, e as brincadeiras populares permitem que você esteja relacionado à outras crianças, com outras pessoas estar tendo essa relação social com as pessoas, ensina você á conviver com outras pessoas.”
De acordo com dados publicados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, Abrinq, a participação dos brinquedos eletrônicos nas vendas mais que dobrou nos últimos anos: de zero vírgula dois por cento em 2008, para um vírgula sete por cento em 2011.
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