Ceará
Agricultores de Várzea Alegre recebem milho do governo para alimentar o rebanho
Animais dependem do grão para não morrer de fome. Grão ficou parado por problemas de transporte. Os agricultores de Várzea Alegre, no centro-sul do Ceará, começaram a retirar o milho com preço subsidiado, que já estava pago há mais de três meses. Sem pasto, os animais dependem do grão para não morrer de fome. O milho ficou parado por problemas de transporte.
Animais dependem do grão para não morrer de fome. Grão ficou parado por problemas de transporte. Os agricultores de Várzea Alegre, no centro-sul do Ceará, começaram a retirar o milho com preço subsidiado, que já estava pago há mais de três meses. Sem pasto, os animais dependem do grão para não morrer de fome. O milho ficou parado por problemas de transporte.
O milho chegou de caminhão ao município que tem 403 criadores cadastrados no Programa Milho Ração, do governo estadual. O pequeno criador de gado Viturino de Menezes foi buscar nove sacas de 60 quilos que comprou por R$ 18,20 cada. Com a chegada do grão, ele espera melhorar por alguns dias, a alimentação dos animais, que já estão com o pasto comprometido pelo segundo ano de seca.
No mês passado, o criador Idelfonso Ferreira reclamava do atraso na entrega do milho. Ele pagou pelo grão, mas, três meses depois, o produto não havia chegado. Agora, o produtor recebeu 23 sacas para alimentar os 100 bovinos da propriedade e espera conseguir aliviar a situação, pelo menos por um período. “A gente não tem muita coisa e o que recebe, a gente fica satisfeito. Muito mais satisfeito vai ficar o gado que vai comer”, diz.
Essa é a conclusão de entrega da primeira remessa de milho. São 30 mil toneladas para todo o Ceará, com 364 toneladas para o município de Várzea Alegre. Segundo a Ematerce, essa quantidade não é suficiente para atender à demanda dos criadores de gado da região.
“Ainda tem muitos produtores do nosso município que não se cadastram. Todos os dias eles nos procuram para saber se podem fazer o cadastro. É preciso que tenha uma continuidade, todos os meses, há cada 45 dias para que o agricultor tenha a certeza da alimentação do rebanho nesse tempo difícil que nós estamos passando”, diz Pedro Bezerra, gerente regional da Ematerce.
O milho doado ao Ceará pelo governo federal faz parte do programa estadual Milho Ração. Ele é diferente do Programa Venda Balcão, da CONAB, que foi interrompido porque a portaria que o criou não foi renovada. Para evitar confusão, o governo cearense também decidiu suspender temporariamente as vendas.
Fonte: G1
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