Política
Em meio a eleições da Câmara de Iguatu , líder de governo sugere saída de secretário
O clima de instabilidade na Câmara Municipal de Iguatu (CMI) causado pela disputa da mesa diretora tem deixado à ala situacionista dividida nos últimos dias. O fato ganhou novo capítulo, após o líder do governo no legislativo local sugerir a saída do secretário de Saúde dos quadros do funcionalismo durante sessão na última terça-feira, 30.
No mesmo dia a vereadora Eliane Braz (PTB) voltou à CMI para exercer sua função parlamentar, mas conforme a mesa diretora a posse só seria possível na primeira sessão do mês de novembro para não conflitar a folha de pagamento que ainda seguia com o nome do suplente Joaquim Ribeiro (PDT). Essa situação fez novamente acirrar os ânimos no parlamento iguatuense.
Acordos e sugestão de saída
Rubenildo Cadeira (PRB), líder do prefeito Ednaldo Lavor (PDT), além de lamentar a não oportunidade da vereadora de se manifestar, voltou a comentar a ‘quebra’, segundo ele, de um acordo que culminou no preterimento de seu nome pela família Sobreira para disputa como presidente do legislativo no biênio 2019-2020. Rubenildo sugeriu ainda a saída do secretário de Saúde, Marcelo Sobreira. “Eles [família Sobreira] quebraram um acordo pelo meu nome. Eu acho que como há posicionamento contrário na orientação de seu grupo, ele deveria eticamente pedir exoneração do cargo que exerce. Hoje foi trazido a casa um clima de constrangimento”, disse.
O atual presidente do legislativo, Mário Rodrigues (PDT), chegou a afirmar em discurso que o impedimento do retorno da vereadora foi explicado antes do início da sessão. “Conversamos com a vereadora e ela entendeu as circunstâncias. Não queremos criar qualquer tipo de animosidade”, disse Mário. Sobre a quebra do acordo citado pelo líder, o presidente afirmou que a situação partiu de Rubenildo. “Quando Rubenildo não votou no candidato estadual de consenso, Marcos Sobreira (PDT), pra apoiar e pedir voto pro seu sobrinho, André Fernandes (PLS), a quebra de acordo se deu aí”, pontuou Mário. Por outro lado,Rubenildo desconsidera e afirma ter apoiado o vice-prefeito.
Nova reunião
O prefeito Ednaldo Lavor (PDT) cumpre agenda em Brasília e tem retorno marcado para esse final de semana. Mário Rodrigues afirma que uma reunião será agendada no propósito de aparar as arestas e desconsiderou o fato do parlamentar ser o ‘porta voz do gestor’ na casa. “Não vamos aceitar vereador que queira tumultuar em causa própria. Eu não acredito que ele tenha respaldo do prefeito pra pedir saída de qualquer secretário”, afirmou.
Início
O acirramento dentro do grupo político estremeceu quando 10 vereadores apresentaram o nome da vereadora licenciada Eliane Braz (PTB) à presidência da casa. Mário chegou a definir a situação como “rasteira” por não ter sido chamado junto de Marconi Filho (PROS) e Vicente Reinaldo (PP) para definirem a composição da chapa de consenso dentro do grupo.
Com apoio do prefeito foi apresentada a composição com a seguinte formação: Eliane na presidência, Rubenildo Cadeira (PRB) na vice-presidência, e Eudisvan Silva (PHS) como secretário geral.
A outra chapa será encabeça por Marconi Filho (PROS) e tem o apoio da família Sobreira, Marcelo e Mirian e o atual vice-prefeito e deputado estadual eleito Marcos.
As eleições estão agendadas para o próximo dia 15 de dezembro. Dez vereadores,Rubenildo, Eliane, Eudisvan, Diego Felipe (PHS), Pedro Lavor (PSDB), Ronald Bezerra (PSDB), Zilfran Lima (PSDB), Josias Lucas (PMN), Marciano do Povo (PSD) e Bandeira Jr. (MDB), solicitaram da mesa diretora o adiamento para 13 de novembro.
Discordância
Marcelo Sobreira foi procurado pela reportagem do A Praça e confirmou não aceitar o nome de Rubenildona presidência. “O prefeito me chamou para que houvesse uma conciliação do nome de Eliane à presidência. Eu concordei. Mas fiquei de apresentar o nome dos outros dois para compor a mesa. Infelizmente não aconteceu. Foram por trás e formaram essa chapa. Acredito que por não concordar com a presença dele (Rubenildo), isso o fez pedir minha saída do governo”, disse Marcelo.
O secretário afirmou que por duas ocasiões, antes do desentendimento da ala ser externado, chegou a entregar o cargo ao gestor. “É um ambiente em que me sinto bem. Mas acredito que tudo tenha seu tempo. Acho que dei minha contribuição apesar do muito que conseguimos fazer, e que pode ser feito ainda mais, mesmo com a dificuldade da insuficiência de recursos. Tenho plano futuro de sair sim da secretária. Quero fazer outras coisas, e a equipe que hoje possui o sistema pode dar continuidade. Nunca briguei por cargo nessa gestão. Brigo por projeto político”, assegurou.
Avanços
Como avanços de sua gestão à frente a pasta, o secretário fez questão de pontuar abertura do centro de parto normal, programa melhor em casa, e contratação da usina de gases medicinais. Ações que, segundo o titular da pasta, fizeram o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontar por meio do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) no quesito saúde, Iguatu no melhor patamar entre os 184 municípios com a nota 0,97 numa escala que vai de 0 a 1. O segundo colocado alcançou 0,87. “Os dados do TCE mostram que Iguatu avançou e melhorou de forma significativa a sua gestão em saúde”, frisou o secretário. “O nosso esforço e compromisso é para melhorar ainda mais”, finalizou.
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