Policial
Operação contra homicídio e feminicídio termina com 97 presos no Ceará
Mais de 400 policiais fizeram parte da operação no Estado.
A Operação Cronos, que cumpriu mandados de prisão por homicídio e feminicídio em todo o País, terminou com 97 pessoas presas no Ceará. Dessas, 68 por homicídio e uma pela Lei Maria da Penha. Dessa forma, o Ceará lidera dentre os estados brasileiros por mais presos por homicídio. No Brasil, foram presas mais de 2,6 mil pessoas e 341 adolescentes apreendidos.
Ação foi conduzida pelo Ministério da Segurança Pública e o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil. No Ceará, o efetivo foi de 472 policiais civis e 150 viaturas, de acordo com o diretor do Departamento Técnico Operacinal da Polícia Civil, Eduardo Tomé.
Os departamentos de Polícia da Capital (DPC), Metroplitana (DPM) e de polícias do Interior também participaram da operação, além da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento de Inteligência Policial.
“O estado do Ceará se destacou nessa operação a nível nacional dando cumprimento a 68 mandados de prisão de homicídio. Outros 23 foram em decorrência de outros crimes, como latrocínio e tráfico de drogas”, explica Tomé.
Dois adolescentes foram apreendidos por ato infracional e outros três flagrantes foram feitos durante o cumprimento dos mandados. “Os policiais identificaram indivíduos no cometimento do crime durante as diligências. Desses três flagrantes, um foi por tráfico de drogas e outro por homicídio”, afirma.
A Operação Cronos foi definida em uma reunião do Conselho Federal dos Chefes de Polícia Civil, em julho último. Com atuação em todo o Estado, estima-se que cerca de 70% das prisões ocorreram em Fortaleza e Região Metropolitana.
Feminicídio
Além do homicídio, a prisão de feminicidas foi um dos objetivos da Operação Cronos. Titular do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Rena Gomes afirma que as delegacias da mulher “têm alto índice de resolutividade” em relação a cumprimento de mandados e que, por isso, “praticamente todos os feminicidas do Estado estão presos, com mandados de prisão emitidos ou foragidos”.
No Estado, todas as 10 delegacias da mulher participaram da operação. “A sociedade pode ter certeza que para a Polícia Civil esta é uma questão de tolerância zero”, diz Rena Gomes, antes titular da Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza. “Queremos ter um dado de zero feminicidas em liberdade no Estado”.
O feminicídio é a violência mais grave contra a mulher, quando a vítima é levada ao óbito. Já a Lei Maria da Penha enquadra outras situações de violência doméstica, como ameaça, agressão ou lesões. No Brasil, a operação prendeu 289 pessoas pela Lei Maria da Penha e 42 por feminicídio.
Fonte: O Povo
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