Iguatu
Veterinário explica caso de cabrito que nasceu sem cabeça na zona rural de Iguatu
O antes tranquilo Sítio Intãs – zona rural de Iguatu – distante cerca de 10km da sede do município, nunca esteve tão movimentada nos últimos dias. A reviravolta na rotina dos moradores da zona rural foi motivada pelo nascimento de um cabrito sem cabeça, fato que intrigou muitos e atraiu curiosos.
Na quarta-feira, 19, a cabra deu luz ao seu filhote, que permaneceu vivo durante poucas horas, pois não resistiu à anomalia. Um vídeo da cria, ainda com vida, foi compartilhado nas redes sociais.
Valdevan Rodrigues, morador da região, foi o responsável por disseminar o fato na internet. “De alguma forma imaginei que a repercussão seria grande devido isso não acontecer com frequência. Fiquei espantado! Imagino que muita gente que viu o vídeo que gravei também”, disse.
O lugar onde nasceu o cabrito já virou ponto de roda de conversas sobre o tema inusitado. Conforme Valdevan, há quem duvide do ocorrido. “Muita gente ficou desconfiado, perguntaram se ele (cabrito) ainda estava vivo, dizendo que era mentira, e que não era possível. Se me contassem também duvidaria, mas eu filmei e vi com meus próprios olhos”, ressaltou.
Espanto
A raça do caprino é Saanen, de origem Suíça e muito reproduzida no estado pela fama leiteira e fácil adaptação. Os filhotes da espécie nascem normalmente em média com 4kg, mas o cabrito sem cabeça nasceu com cerca de 6kg. O proprietário dos animais, Erlândio Vieira, ajudou no nascimento do cabrito. Criador de caprinos há mais de 20 anos, confessa nunca ter visto algo parecido com seu rebanho. “Eu fiquei espantado. Quando ajudei a puxar o filhote, vi que ali já tinha algo estranho que só veio a se confirmar com o término. Ele só tinha orelhas”, observou.

O animal sem a cabeça atraiu a curiosidade dos moradores da localidade e região – (Foto Divulgação/Mais FM)
A gestação normal do animal é 150 dias ou cinco meses. “A gestação dela foi normal. Esse foi o terceiro parto da cabra sem diferença para as demais. Ela convivia e se alimentava no mesmo ambiente com os outros”, lembrou.
Veterinário
Casos de anomalia em animais não são muito comuns, mesmo assim bichos com excesso e falta de membros costumam ser notícia pelo país a fora. Gregório Leal, veterinário, afirma serem raríssimos os casos de manifestações genéticas do tipo. “Anomalia é o contrário do que seria fisiológico o ‘normal’. Em nossa região são poucos casos de parições com malformações, diria que chegam de 5% a 8%”, ressaltou.
O veterinário explicou que as malformações costumeiramente estão ligadas a consanguinidade, alimentação e fatores externos. “Quando o cruzamento dos animais de proximidades com grau de parentesco ocorre; uso de medicamentos herbicidas e inseticidas na lavoura, alguma lesão que ela possa ter sofrido com a gestação, tudo isso contribui. Mas o que eu acredito é que o fato esteja ligado à alimentação. Nessa época do ano a ‘Jurema Preta’ brota, com o fim da quadra invernosa e muito desses animais consomem colocando em risco a grande nível situações como essas”, pontuou.
Sem saber exatamente o que provocou a malformação, o certo é que a comunidade rural será lembrada por um bom tempo pelo nascimento do cabrito sem cabeça.
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