Ceará
Veja as cidades que mais perderam e criaram emprego em dezembro no CE
Cenário do Ceará e do Brasil é de retração na geração de empregos. Mesmo com crise, algumas cidades conseguiram aumento nº de postos.
Mesmo em cenário de crise econômica que afeta o Ceará e o Brasil, alguns municípios do estado tiveram saldo positivo na geração de emprego em dezembro de 2016. Em todo o estado, o cenário é negativo, foram fechadas 6,7 mil vagas de trabalho em dezembro de acordo com o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Na contramão da crise, a cidade de Bela Cruz, por exemplo, aumento em 18,65% o número de postos formais de trabalho. Itapipoca (12,7%), Santana do Acaraú (10,25%), Santa Quitéria (10%) e Granja (9,64) também tiveram aumentos expressivos na geração de emprego no mês.
Já entre as cidades que tiveram perda, aparecem no ranking do Caged Itarema, que perdeu mais de um terço dos postos formais de trabalho em dezembro de 2016. Em seguida estão São Gonçalo do Amarante (-27,37%), Jaguaruana (-20,2%), Acaraú (-15,22%), e Aracati (-14%).
Cenário cearense
O Ceará teve em 2016 o segundo pior dezembro para o emprego desde o início da série histórica. Os setores mais afetados foram construção civil, com perda de 3.217 postos de trabalho; indústria de transformação (-2.666) e serviços (-1.096). Pelo segundo mês seguido, o comércio é o único setor do Ceará que tem balanço positivo na geração de empregos. Em dezembro, foram abertas 1.392 na área.
Perdas no país
A economia brasileira voltou a fechar um grande número de postos de trabalho com carteira assinada em 2016, ano ainda marcado pela forte recessão que atinge o país. No ano passado, as demissões superaram as contratações em 1,32 milhão de vagas formais.
Apesar de o número ainda ser alto, houve uma pequena melhora em relação ao ano de 2015, quando 1,54 milhão de brasileiros perderam o emprego.
Mesmo assim, 2016 foi o segundo pior ano de toda a série histórica, que tem início em 2002, considerando ajustes. O pior resultado foi em 2015. Na série sem ajustes, é o segundo pior desempenho desde 1992, quando teve início a contabilização dos empregos formais pelo governo.
Fonte: G1
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