Iguatu
Visando reforma cadeia pública de Iguatu recebe comitiva de engenheiros
A Cadeia Pública de Iguatu recebeu na semana passada, a presença uma comitiva formada representações do Departamento de Arquitetura e Engenharia do Estado do Ceará (DAE), engenheiros representativos da Secretária de Justiça e da construtora que será responsável pela reforma da unidade prisional. A cadeia da cidade há mais de um ano segue interditada pela justiça local devido a problemas estruturais na área hidro sanitária, setor esse que receberá os primeiros reparos.
A obra ficará a cargo da empresa SM Construções. Pedro Almeida engenheiro da empresa adiantou o que o orçamento prevê na reforma inicial. “Basicamente toda a parte hidro sanitária. Será preciso refazer a estrutura hidráulica, hoje, deteriorada, instalações sanitárias de interligamento de todos os setores. Hoje os dejetos são esgotados num terreno ao lado, nossa missão será corrigir isso e direcionados a uma estação de maneira pré-tratada”, disse.
De acordo com o entrevistado ainda se faz necessário à construção da Estação Tratamento de Esgoto (ETE). A reportagem foi informada que o projeto deste equipamento já existe e segue em fase licitatória. “A parte que nos compete visa ainda oferecer reparos como pintura e retelhamento”, afirmou o engenheiro. O valor contemplado incialmente é de 229 mil reais, mas pode sofrer alterações. “Aditivos podem acontecer. Ou o valor da reforma pode subir caso a execução da ETE seja feito por nós”, disse.
Reportagem
Para iniciar a obra representante da construtora disse que será preciso o remanejamento da dos detentos para outras unidades. “É o próximo passo. Estamos estudando a logística para isso. Há possibilidade de fazermos por setores, mas o ideal seria o deslocamento de todos eles”, afirmou Pedro. Depois de resolvida a questão de deslocamento dos detentos o engenheiro adiantou quando a equipe iniciará o trabalho que segundo ele tem o prazo de 90 dias para conclusão. “Em duas semanas no máximo iniciamos as obras. Precisamos deslocar equipamentos de trabalho e proceder a contratação de pessoas”, contou.
A empresa tem experiência em reformas e unidades prisionais do estado o engenheiro adiantou que a intervenção será fácil de resolver. “Já realizamos um trabalho parecido em almas unidades prisionais do estado. Afirmo que o problema daqui será relativamente fácil de intervir. Acredito que mais uma vez cumpriremos os prazos”, finalizou. A obra foi contratada pela Secretaria de Justiça do Estado e será fiscalizada pela regional do DAE situada na cidade de Juazeiro do Norte.
Problemas
Hoje a unidade prisional também sofre com problemas de superlotação, em pavilhões que suportam o alojamento de 80 detentos conta com uma população carcerária de 130 pessoas. Na tentativa de sanar de forma momentânea o problema sanitário da cadeia, em dezembro do ano passado foi construído um tanque séptico de 40 metros cúbicos para acumular os dejetos e enviados por meio da atual rede, mas devido a quantidade produzida que se une, se faz a obrigação de uma limpeza semanal do reservatório.
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