Ceará
Número de queimadas cresce 36% no Ceará em 2015, segundo o Inpe
Durante todo o ano foram registradas 3.417 queimadas no Ceará. Novembro foi o mês onde ocorreu o maior número de queimadas: 1.078.
A quantidade de queimadas no Ceará entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015 aumentou 36% em relação a 2014. As informações são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Instituto monitora as queimadas, via satélite, em todo o país.
Em números absolutos, o Inpe registrou 3.417 queimadas nos 12 meses de 2015 e 2.512 queimadas no mesmo período de 2014. Nos primeiros cinco dias de 2016, de acordo com o monitoramento, o Ceará ocupa a 13ª posição em número de queimadas entre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal.
O Brasil teve em 2015 um aumento de 27,5% no número de queimadas, segundo Inpe. Foram detectados por satélites 235 mil pontos de calor, ante 184 mil de 2014. Trata-se do segundo pior ano de toda a série histórica, iniciada em 1999. O estado com maior número de queimadas registradas foi o Pará, com 44.794, e com o menor número, o Distrito Federal com 172 queimadas registradas em 2015.
Novembro foi o mês em que ocorreram mais queimadas no Ceará, com 1.78 registros, segundo o Inpe. Na média histórica, a maior quantidade de queimadas contabilizadas no Ceará ocorreu em 2003, com 14.426. Em 1999, o número de ocorrências foi o menor, com 1.695 registros.
Tradicionalmente, as queimadas aumentam nos meses de outubro, novembro e dezembro, quando a temperatura sobe e os ventos ficam mais fortes. Segundo o Inpe, o Ceará aparece com risco de alto a crítico para queimadas e incêndios nas próximas 48 horas.
Em 29 de novembro, um incêndio atingiu uma grande plantação de banana em Lavras da Mangabeira, a 417 quilômetros de Fortaleza.
O fogo atingiu uma área de 12 hectares de banana na zona rural do município. Segundo os produtores, o prejuízo é estimado em R$ 300 mil e cerca de 50.000 mil pés de banana destruídos.
No início de novembro, outro incêndio de grandes proporções destruiu vários hectares de mata na Chapada do Araripe, no Crato, sul do Ceará.
As chamas podiam ser vistas de longe. Segundo moradores, o incêndio teria começado no Sítio Coqueiro, na zona rural do município. Eles ajudaram no combate ao incêndio usando mangueiras e garrafas pet para jogar água. Ninguém ficou ferido. O Corpo de Bombeiros ainda investiga se o incêndio pode ter tido origem criminosa.
Monitoramento
Os satélites do Inpe conseguem diagnosticar todos os focos de incêndio que tenham pelo menos 30 metros de extensão por um metro de largura. De acordo com o Instituto, quase todas as queimadas são causadas pelo homem, seja de maneira proposital ou acidental. Estão entre as razões de incêndios e queimadas estão limpeza de pastos, preparo de plantios e desmatamentos.
Segundo o Inpe, as queimadas destroem a fauna e a flora nativas, causam empobrecimento do solo e reduzem a penetração de água no subsolo, além de gerar poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação. Denúncias de incêndios criminosos podem ser feitas ao Corpo de Bombeiros, às prefeituras, às secretarias estaduais do Meio Ambiente e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Fonte: G1
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