Dia-a-Dia com Maria
Dia-a-Dia com Maria: Sobre a Fenomenização dos Apaixonados
Ao falar de ‘fenômeno’, reporta-se logo a um exemplo do nosso futebol, uma das paixões brasileiras.Mas por ora, falo dos fenômenos tidos por “bregas” que cantam as paixões humanas, cujo sucesso avassala em todas as regiões, que bem pode ser um Pablo, o criador do “Arrocha”, hoje, presença obrigatória nos grandes eventos.
Ao falar de ‘fenômeno’, reporta-se logo a um exemplo do nosso futebol, uma das paixões brasileiras.Mas por ora, falo dos fenômenos tidos por “bregas” que cantam as paixões humanas, cujo sucesso avassala em todas as regiões, que bem pode ser um Pablo, o criador do “Arrocha”, hoje, presença obrigatória nos grandes eventos.
O artista fala de um amor sofrente, arregalado, tonto, decaído e assumido e, embora vivamos a era dos “ficas”, em que as pessoas choram e sangram, mas tentam dissimular as dores de amor, dos chifres calosos, das frustrações por não alcançarem o paraíso com seus pares, e que quando alguém decide assumir esse potencialmente vulnerável lado do ser, estoura nas paradas de sucesso. Não negue esse fato, além do citado cantor, outros do porte de Reginaldo Rossi, Agnaldo Timóteo, Nélson Gonçalves, Roberta Miranda, Waldik Soriano e tantos mais que cantaram os amores padecentes, dos cabarés aos requintados quartos de mansões.
Um dia, um herói ousou assumir com a gravação de uma canção que era tratado como um cachorro e ganhou todos os prêmios como recordista em vendas de discos: “Eu não sou cachorro não!”. Outro, em tom tremível, ecoou: “Se eu não puder te esquecer, mando dizer numa flor”. Abalou as paradas com tanto sucesso.
Agora escuto:
(…)
Você não vai mudar
Eu sei que vou
Não tente me enganar
Por favor
Eu não vou pagar pra ver
Eu quero uma chance
Não deixa o nosso amor morrer (…)
Então, todas as minhas teses defendidas nesse sentido são corroboradas e, quando me deparo com gente (como eu e tantos mais) que curtem Chico, Caetano, João Gilberto etc. e, em fanfarra riem, zombam e escracham o estilão dos Pablos da vida, sobretudo em trechos como, o da “mala que já está lá fora…”, e se queixa da culpa de um amor que se acaba, de uma vida destruída, de um coração choroso, num beco sem saída… em tons anafóricos, nos quais sangram toda a paixão possível de um reles humano…
Persuado-lhes, enfim, leitores, sem acatar refutações que, sejamos o que formos, somos seres propensos e vulneráveis às fraquezas que as paixões nos causam.
Por tal estado (de apaixonados), emagrecemos, perdemos o sono, investimos no visual, ouvimos cantores que apologizam os distintos calvários de amor, as mais bruscas dores de cornos, e, para disfarçarmos, rimos, intitulamos de sofrência pura, como se vacinados contra essa febre que manteia o planeta, em todas as gerações, até mesmo na “ficante”.
Não à toa, insisto em que os “bregões” sempre estarão nas paradas populares e não me digam que, apunhalado por cupido, os doutos de fino estilo vão preferir as sinfônicas, os clássicos de Milton Nascimento ou de outras figuras que não falem abertamente do sentimento de um amor capaz de nocautear a estrutura racional de qualquer apaixonado.
E seguem bebendo e contradizendo o grande Chico que tatuou na sua obra consagrada: “Pai, afasta de mim esse cálice!”
*Mariazinha é Servidora do IFCE Campus Iguatu e Advogada
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