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DIREITO E CIDADANIA: FUTEBOL, POLÍTICA E CIDADANIA

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Passada a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo, ainda em curso, período no qual a nação se une em torno da torcida pelo sucesso e pelo sonhado hexacampeonato, novamente frustrado, dilui-se, infelizmente, o espírito de união que move o povo brasileiro.
E o que é pior é que, em breve, teremos um evento que tende a desagregar os iguais, apartar famílias, vizinhos e elevar o espírito de beligerância de alguns no curso da campanha eleitoral, como temos visto nos exemplos de eleições recentes.

Lamentavelmente, na campanha eleitoral enfrentaremos uma realidade bem diversa da Copa do Mundo. Nas eleições não vemos o espírito de coalizam que se impõe a tão importante ato, o que tem levado o país a consequências que alcançam a todos e nem sempre, meus amigos, são as melhores.

Com efeito, ainda que a disputa eleitoral coloque em lados opostos segmentos inteiros da população, no ato do exercício da cidadania pelo voto é também preciso que as opiniões, ainda que divergentes, busquem a escolha do melhor para todos.

E não será votando em nomes com projetos vazios, ou sem nenhum projeto, ou, ainda, que já demonstraram clara aversão aos interesses do povo e do país, que teremos um resultado que contemple a ânsia de crescimento, desenvolvimento e altivez perante as outras nações, de forma a escolher aqueles que vão gerir os verdadeiros interesses democráticos e republicanos.

A realidade que se gera do efeito torcida na hora do voto, com a escolha de lobos para o pastoreiro, está na atuação da atual formação dos nossos Congressistas que, capitaneados por Davi Alcolumbre e Hugo Motta, a todo momento tentam sabotar as ações que importam em benefícios para o povo em geral, com o intuito de promover – sem qualquer pudor – interesses de minorias de investidores e da elite econômica do país, sem falar dos privilégios em torno deles mesmos.

Portanto, é preciso o cidadão estar atento, pois já temos, por exemplo, prefeitos se apegando no que está dando certo no atual governo, apenas para ser popular, e, contraditoriamente, por questões ideológicas e origem política atrasada, conversadora e retardatária, apoiando quem quer o caos.

Diante desses aproveitadores é que cada brasileiro, que tinha opinião dos jogadores que deveriam ou não estar em campo pela seleção, busque escolhas acertadas também no campo político, mudando o triste histórico de deboche de muitos dos atuais Deputados e Senadores com os verdadeiros interesses no povo e da nação.

ROMUALDO LIMA.
Advogado, ex-Conselheiro estadual da OAB/CE,
Conselheiro vitalício do Conselho da OAB – Subseção Centro-sul e
Procurador Federal.

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