Iguatu
Verba da APAE foi desviada para pagamento de fornecedores na gestão de Ednaldo Lavor, denuncia vereador
Em entrevista ao podcast Baião de Dois, do canal do YouTube Sem Meias Verdades, o vereador Lindovan Oliveira (MDB) fez uma grave denúncia sobre o destino da verba enviada pelo deputado federal André Fernandes (PL) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Iguatu. Segundo o parlamentar, os recursos, oriundos de uma emenda de R$ 180 mil, que deveriam ser utilizados para atender pessoas com deficiência, foram desviados para o pagamento de fornecedores da prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Ednaldo Lavor. O pagamento teria sido feito dia 20 de dezembro de 2024.
Em entrevista ao podcast Baião de Dois, do canal do YouTube Sem Meias Verdades, o vereador Lindovan Oliveira (MDB) fez uma grave denúncia sobre o destino da verba enviada pelo deputado federal André Fernandes (PL) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Iguatu. Segundo o parlamentar, os recursos, oriundos de uma emenda de R$ 180 mil, que deveriam ser utilizados para atender pessoas com deficiência, foram desviados para o pagamento de fornecedores da prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Ednaldo Lavor. O pagamento teria sido feito dia 20 de dezembro de 2024.
A APAE, que desempenha um papel fundamental na assistência a crianças, jovens e adultos com deficiência, depende diretamente dos repasses municipais para manter suas atividades, incluindo atendimento médico, terapias, suporte educacional e social. Com o desvio desses recursos, os serviços prestados pela entidade podem ter sido comprometidos, afetando diretamente os beneficiários e suas famílias.
Irregularidade na destinação de verbas públicas
De acordo com informações obtidas, o montante desviado fazia parte de uma verba específica destinada à APAE por meio de convênios firmados com a prefeitura. No entanto, ao invés de ser repassado integralmente à instituição, o dinheiro teria sido utilizado para cobrir dívidas da gestão municipal com fornecedores. O vereador afirmou que um dos principais beneficiados, que teria recebido, supostamente não tinha conhecimento da origem do recurso, que seriam originalmente destinados à entidade assistencial.
A prática pode configurar uma irregularidade grave na administração pública, uma vez que recursos vinculados a áreas essenciais, como saúde e assistência social, não podem ser utilizados para fins distintos dos quais foram previstos. O caso pode levar à abertura de investigações por parte do Ministério Público e de órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Impacto na APAE e no atendimento aos beneficiários
O impacto do não repasse dos valores à APAE ainda precisa ser mensurado, mas há indícios de que a entidade enfrentou dificuldades financeiras durante o período, afetando diretamente o atendimento aos assistidos. A falta de recursos pode ter comprometido o pagamento de profissionais especializados, aquisição de materiais terapêuticos e realização de serviços essenciais para a reabilitação e inclusão social dos beneficiários.
Familiares de pessoas atendidas pela APAE expressam preocupação com a situação e cobram esclarecimentos sobre o destino dos recursos. “Se esse dinheiro foi destinado à APAE, ele deveria ter sido usado para ajudar nossas crianças, não para pagar contas da prefeitura. Isso é um absurdo!”, desabafou uma mãe de um dos assistidos, que preferiu não se identificar.
Posicionamento da gestão e possíveis desdobramentos
Até o momento, tanto a gestão do prefeito Roberto Filho (PSDB) como o ex-prefeito Ednaldo Lavor não se manifestaram oficialmente sobre as denúncias. Caso seja comprovado o desvio de finalidade, ele e outros responsáveis pela gestão financeira da prefeitura à época poderão responder por improbidade administrativa e outras penalidades previstas em lei.
A população aguarda esclarecimentos da atual gestão e medidas que garantam que casos como esse não voltem a se repetir, garantindo que recursos destinados a entidades assistenciais sejam devidamente aplicados para atender aqueles que mais precisam. As empresas citadas avaliam entrar com ação contra a fala do vereador.
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