Iguatu
Assembleia no Sindicato dos Comerciários: Prefeito Ednaldo Lavor Promete Pagar Salários até o dia 10
Na manhã de hoje, dia 8, uma assembleia no Sindicato dos Comerciários reuniu servidores para ouvir explicações do prefeito Ednaldo Lavor sobre a ausência de pagamento de salários. A presença do prefeito gerou reações adversas, com vaias e palavras de ordem por parte de servidores revoltados.
Diante da pressão dos funcionários, o prefeito se comprometeu a quitar os salários até o dia 10, com a entrada de mais uma parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cujas datas de crédito podem variar, geralmente ocorrendo nos dias 10, 20 e 30 de cada mês.
Entretanto, a situação pode se agravar. O FPM de Iguatu pode ser menor em 2024 devido a mudanças nas políticas de distribuição de recursos. Projetos em tramitação, como o que impede a redução de repasses do FPM com base no Censo Demográfico de 2022, podem impactar negativamente a quantia recebida pelos municípios.
Durante a live, o prefeito afirmou que não era justo ele pagar pelos supostos erros de seu antecessor e se houver irregularidades, irá acionar os meios competentes para a apuração de responsabilidades. Mudanças de discurso do prefeito ao longo dos dias levantam questionamentos sobre a situação financeira do município.
Na primeira fala, em 5 de janeiro, o prefeito afirmou que as contas estavam vazias. Posteriormente, o ex-interino contradisse essa afirmação, mostrando um saldo de aproximadamente 1.9 milhão de reais na conta. Hoje, dia 8, o prefeito afirmou ter encontrado 1,5 milhão de reais, sem explicar o destino dos quase 400 mil reais recebidos em 4 de janeiro.
A entrada do Ministério Público (MP) pode trazer esclarecimentos. Até lá, a incerteza paira sobre os pagamentos, com a data prometida pelo prefeito sendo até o dia 10. Caso não ocorra, uma paralisação dos servidores pode ser iminente.
Essa não é a primeira vez que Iguatu enfrenta desafios financeiros. Em 7 de janeiro de 2017, o prefeito Ednaldo Lavor também alegou falta de recursos, uma situação que remonta a disputas antigas sobre a situação financeira da gestão anterior liderada por Aderilo Alcântara.
O ex-prefeito Aderilo Alcântara contestou as alegações de Ednaldo Lavor em 2017, destacando um saldo positivo de mais de 13 milhões de reais ao encerrar seu mandato em dezembro de 2016, além de recursos destinados a diversas áreas.
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