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Um foguete vai bater na Lua nesta sexta-feira (4)
Astrônomos e cientistas de vários outros campos estão ansiosos pelo choque de um foguete contra a Lua, previsto para ocorrer na manhã da próxima sexta-feira (4), às 9h25 (horário de Brasília). Esta será a primeira oportunidade de estudarmos os efeitos de um choque acidental contra a Lua – nós não “mandamos” esse foguete para lá: ele estava no espaço e sua trajetória foi mudando normalmente até cruzar com o nosso satélite.
De acordo com o time de pesquisadores, a expectativa é que o choque cause algum tipo de mudança na exosfera lunar, além de permitir-lhes analisar também o ponto de impacto – provavelmente, no lado escuro e distante da Lua – em busca de…algo. Eles não sabem o que poderão encontrar, mas torcem para encontrar alguma coisa.
O foguete nem é bem um “foguete” em si: é o primeiro estágio de um veículo chinês Long March – especificamente, é o Long March 3C, que a China lançou como parte da missão Chang’e 5-T1 em 2014.
Sobre o impacto em si, os cientistas explicam que ele deve ocorrer de forma similar aos choques vistos no Programa Apollo, onde o terceiro estágio de um imenso foguete Saturn V bateu na Lua. Em ambas as situações, segundo o cientista planetário Jeffrey Plescia, da Universidade Johns Hopkins, explica que as pancadas seriam comparáveis a você pressionar uma lata vazia contra a parede.
“O resultado final é o de que muito da energia servirá para esmagar o projétil e não para escavar uma cratera”, ele disse ao site Inside Outer Space. O especialista explica que fatores como profundidade da cratera criada ou o raio de dano causado pelo choque vão depender muito da angulação e trajetória do foguete. No caso do Saturn V, não foi nada muito aprofundado porque o estágio chegou à Lua em sentido diagonal.
Mais além, Plescia diz que as análises do choque da próxima sexta-feira serão mais confiáveis, uma vez que já temos imagens pré-concebidas da região da queda, tiradas pelo sistema de câmeras do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA.
“A única incerteza neste momento é a orientação do estágio, em relação à sua trajetória. Ele está girando, mas ainda não é claro se ele está girando em torno de seu eixo [tal qual um parafuso] ou se está virando de um lado para o outro”, explicou Plescia, antes de afirmar que espera que os chineses tenham essa informação e estejam dispostos a compartilhá-la.
Fonte: Olhar Digital
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