Economia
Cesta básica em Fortaleza é a mais cara das capitais do Nordeste e custa meio salário mínimo
Com alta de preços acumulada em 3,2% nos nove primeiros meses de 2021, a cesta básica em Fortaleza representa 54% do salário mínimo atual, definido em R$ 1.100. Os consumidores da Capital do Ceará pagam em média R$ 552,09 pela cesta com doze produtos básicos para sobrevivência. Valor é o mais caro entre as capitais do Nordeste conforme Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A pesquisa de preços leva em consideração o valor cobrado entre janeiro e setembro deste ano em 17 capitais do Brasil. No Nordeste, o estudo não é feito nas cidades de São Luís (MA), Teresina (PI) e Maceió (AL).
Mesmo com os preços elevados, Fortaleza foi uma das cinco capitais que registraram queda de preço no valor da cesta básica. A maior redução foi computada em João Pessoa, na Paraíba. A Capital cearense, porém, obteve a menor redução, estimada em 0,03% no comparativo entre agosto e setembro de 2021.
Mesmo com a ligeira queda no comparativo mensal, os preços dos produtos alimentícios essenciais para o consumo seguem com tendência de alta com base nos comparativos semestral e anual. Em Fortaleza, o preço da cesta básica aumentou 6,78% em um semestre.
Ao comparar o preço de setembro do ano passado, a Cidade registra aumento de 13,66% no valor final cobrado pelos doze produtos que compõem a cesta. Em setembro de 2020, era possível comprar uma cesta básica na cidade por em média, R$ 485,75, um ano depois, o valor subiu para R$ 552,09.
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Com base nos preços cobrados pela cesta básica no País, o Diess estima que o salário mínimo necessário para vida com plena dignidade diante da inflação dos preços dos produtos básicos ao consumo teria de ser R$ 5.657,66. Valor é cinco vezes maior do que o patamar atual.
Das 17 capitais monitoradas, oito apresentam preço médio da cesta básica acima de R$ 600. Nestas localidades, o gasto com a cesta básica supera o equivalente a 60% do salário mínimo. A cidade com a cesta mais cara registrada em setembro foi São Paulo, onde é necessário gastar R$ 673,45 na compra dos produtos básicos.
Veja os produtos que ficaram mais caros no Ceará no mês de setembro com relação a agosto:
Café (5,66%)
Banana (5,27%)
Manteiga (3,28%)
Leite (2,45%)
Pão (2,34%)
Óleo (2,24%)
Açúcar (1,89%)
Veja o que ficou mais barato no Ceará no mês de setembro com relação a agosto:
Tomate (-7,38%)
Arroz (-1,58%)
Feijão (-1,18%)
Farinha (-0,91%)
Carne (-0,62%)
Fonte: O Povo
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