Economia
Dólar e ouro lideram ranking de investimentos em 2020
Num ano marcado pela forte turbulência dos mercados financeiros globais, o dólar e o ouro foram os melhores investimentos de 2020. A moeda norte-americana avançou de 28,9%, enquanto o metal registrou alta de 24,4%.
O levantamento foi realizado pelo professor do Insper Michael Viriato com base em dados da Economatica. Ouro e dólar costumam ser procurados em momentos de grandes incertezas.
A incerteza deste ano se explica por fatores externos e domésticos:
Inesperada, a pandemia de coronavírus provocou uma recessão global e, agora, coloca uma grande dúvida sobre qual será o ritmo de recuperação da atividade econômica;
Internamente, a falta de clareza com o rumo das contas públicas do Brasil adiciona ainda mais incerteza no cenário local.
A lanterna do ranking foi ocupada pelos fundos imobiliários (-10,7%) e pela poupança (2,1%).
A Bovespa acumulou alta de 3% em 2020, num ano de bastante volatilidade. O principal índice da bolsa de valores do Brasil, B3, chegou a recuar para o patamar de 60 mil pontos no auge da crise provocada pelo coronavírus, mas conseguiu se recuperar ao longo do ano. No último pregão do ano, por exemplo, operou em patamar recorde e superou os 120 mil pontos pela primeira vez.
“O ano de 2020 foi muito difícil, e o investidor que teve um desempenho melhor foi aquele que diversificou a carteira”, afirma Viriato. “Mas o resultado final foi mais positivo do que se esperava em abril (no auge da crise).”
Para o brasileiro, o ano de 2020 foi um teste de nervos, até nos investimentos mais conservadores. Com a taxa básica de juros (Selic) num nível historicamente baixo – em 2% ao ano -, as aplicações de baixo risco tiveram dificuldade para superar a inflação.
Em 2020, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) acumulou alta de 2,7% e ficou bem abaixo da variação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido por reajustar o aluguel.
Também deve perder para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os analistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, por exemplo, projetam uma alta de 4,39% para o índice em 2020.
O CDI acompanha a taxa básica de juros e serve de referência para várias aplicações de baixo risco.
“Dado tudo o que aconteceu, foi um ano ok. Pareceu um ano monótono, mas foi longe disso”, diz o CEO da Garde Asset Management, Marcelo Giufrida. “Foi basicamente uma montanha russa, mas no final do ano todo mundo está chegando no mesmo ponto.”
Fonte: G1
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