Regional
Sozinho, bombeiro militar combate incêndio com caminhão-pipa na cidade de Jaguaribe
Um incêndio em vegetação na cidade Jaguaribe, na tarde desta segunda-feira (17), chamou atenção por ser combatida apenas por um bombeiro militar: o subtenente Jesse James Barbosa. Com a ajuda de um caminhão-pipa e auxílio de um trator, o agente debelou as chamas em três horas, apenas com o apoio da população. O trabalho iniciou às 15h e seguiu até 18h, em uma área total atingida de 50 hectares.
A dificuldade encontrada pelo agente aconteceu pois seus colegas já atendiam outra ocorrência na cidade de Russas. Sem alternativa, Jesse pediu apoio à Prefeitura, que disponibilizou o caminhão-pipa. Ao todo, foram gastos 15 mil litros de água na ação.
Experiente, o subtenente Jesse já tem 26 anos de corporação e, após perceber que não teria apoio dos colegas, solicitou o caminhão junto à Defesa Civil do Município para que o fogo não se alastrasse ainda mais. “A proprietária do terreno também cedeu uma retroescavadeira que foi importante para fazer os aceiros, isolando a área para que não se alastrasse”, detalha.
O fogo chegou a ficar bem próximo de uma escola pública e, além da altura as chamas, a dificuldade de acesso atrapalhou o trabalho. “Se não tivesse esse trator, a gente não teria tido o mesmo sucesso. [Quero] agradecer também ao pessoal do Município que disponibilizou o caminhão”, reforçou o militar.
O tenente-coronel Nijair Araújo, comandante do 4º Batalhão de Bombeiro Militar, exaltou a atitude do agente, que classificou como “proativa”.
“Combateu sozinho um foco de incêndio. São atitudes assim que orgulham qualquer comandante”, completou.
O incêndio, segundo os moradores, teria sido causado pelos donos de uma propriedade vizinha, que após atearem fogo, perderam o controle.
“A gente orienta e informa que está proibido. Essa época que está começando é muito comum. Nossa região, do Baixo e Médio Jaguaribe, é considerada uma das mais secas do Estado. A gente tem a baixa umidade, que causa combustão espontânea, mas aqui ainda o principal são as queimadas. A gente pede que não façam. Não é a primeira vez. É preciso ter consciência”, reforça.
Fonte: Diário do Nordeste
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