Ceará
Setembro Verde: Hospital Infantil promove ações para incentivar a doação de órgãos
O mês de setembro é também dedicado a campanhas e ações voltadas para o incentivo à doação de órgãos e tecidos. No Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) deu início, nesta quarta-feira (15), às ações de conscientização sobre a importância desse gesto de amor e solidariedade que salva vidas.
Em parceria com a Universidade de Fortaleza (Unifor), que promove anualmente a campanha “Doe de coração”, a equipe da CIHDOTT e uma voluntária do projeto Doutores da Alegria recepcionaram colaboradores, pacientes e acompanhantes na recepção do hospital e entregaram panfletos e bombons com mensagens de estímulo à doação.
Segundo a coordenadora de enfermagem da CIHDOTT, Francy Mary Arraes, o incentivo à doação de órgãos nunca foi tão importante. “Nós estamos vivendo um momento de pandemia que impactou muito nas doações. Agora, no Setembro Verde, nós queremos aproveitar esse movimento para sensibilizar ainda mais as pessoas para que sejam doadoras. Doar órgão é um ato de amor e desprendimento e esse ‘sim’ faz a diferença para muitas pessoas que necessitam de um transplante para dar continuidade às suas vidas”, explica.
Programação
Para reforçar ainda mais a mensagem da importância da doação de órgãos, a CIHDOTT vai realizar uma roda de conversa com familiares dos pacientes internados no Hias, conduzida pelas enfermeiras do setor, Simone Maciel e Francisca das Chagas. O momento contará, ainda, com a participação da mãe de uma criança doadora de órgãos e com a exibição do filme Feliphe, que retrata a história de um menino que nasceu com problemas cardíacos e passou boa parte da vida no Hospital de Messejana, onde realizou um transplante de coração.
Na segunda-feira (20), a partir das 7h, a Comissão vai promover também uma live com o tema Morte Encefálica, conduzida pela médica plantonista das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Centro Pediátrico do Câncer do Hias e do Instituto Dr. José Frota (IJF), Natalie Torquato.
“Queremos, com essas ações, diminuir a negativa das famílias dos pacientes. O perfil das crianças e adolescentes que são internados e vêm a óbito no hospital já inviabiliza muitas vezes a doação. Seja pelas patologias que contraindicam, como sepse e câncer, seja porque a maioria dos nossos pacientes são muito novinhos e, para doar, é preciso ter mais de dois anos de idade. Precisamos que as famílias dos pacientes que podem ser doadores abracem essa causa. A doação pode ajudar a amenizar um pouco a dor da perda ao saber que a vida de outra pessoa pode ser salva com esse simples gesto”, enfatiza Francy Mary Arraes.
Fonte: Governo do Ceará
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