Não parece, mas já se passaram 20 anos desde a primeira exibição da série “O Auto da Compadecida”. De lá para cá, muita coisa no Brasil mudou, seja a configuração política ou a própria maneira de fazer audiovisual, donde a atração deriva.

Mas ainda é bem viva na memória nacional o carisma e humor indefectíveis de João Grilo e Chicó que, feito guias, vão nos conduzindo a uma trama de aventuras e causos no sertão nordestino regada a muitos regionalismos, saberes populares e farta gama de personagens e situações inesquecíveis.

Na pele de João Grilo, Matheus Natchtergaele afirma: “Me ensinou a ser feliz na tristeza”

Baseado na peça teatral homônima do poeta, dramaturgo e romancista paraibano Ariano Suassuna (1927-2014), o seriado logo caiu no gosto do público e ganhou uma versão inclusive para o cinema, com 100 minutos a menos do tempo total do programa.

A partir desta terça-feira (7), a audiência mergulha novamente no fabuloso enredo a partir da reexibição da série na TV Globo, após a novela “Amor de Mãe”. Os quatro episódios serão veiculados até sexta (10), totalmente remasterizados, com nova abertura e tendo a identidade visual do céu e inferno repaginadas por computação gráfica.

Em entrevista, Guel Arraes, que assina a direção e roteiro da produção, comenta o caráter singular de uma história que já nasceu clássica, a qual narra as vivências de dois nordestinos pobres que vivem enganando os habitantes de um pequeno vilarejo no sertão da Paraíba para sobreviver.

“‘O Auto da Compadecida’ oferece beleza, alegria e dramaticidade atemporais. Sempre é tempo de revisitar o povo brasileiro, que é safo e sobrevive quase sem ajuda. Especialmente o nordestino que, apesar de todas as dificuldades, sabe se divertir e tem vocação para ser feliz”.

Matheus Nachtergaele que o diga. Intérprete do desnutrido João Grilo, malandro conhecido pela astúcia, ele enumera os aprendizados que reuniu com o personagem.

“Me ensinou a ser feliz na tristeza, a rir nas horas mais perigosas e desgraçadas da vida. Gosto das cenas com Selton Mello porque foi um encontro especial. Precisamos um do outro para que elas acontecessem como aconteceram. Mas me comovo também profundamente na hora do julgamento, em que a Compadecida livra o João Grilo do inferno”, confessa.

Selton, por sua vez, na pele do compulsivo e metido a galanteador Chicó, dimensiona que há uma carreira antes e depois do trabalho.

Na visão de Selton Mello, há uma carreira antes e depois de Chicó

Matheus Nachtergaele que o diga. Intérprete do desnutrido João Grilo, malandro conhecido pela astúcia, ele enumera os aprendizados que reuniu com o personagem.

“Me ensinou a ser feliz na tristeza, a rir nas horas mais perigosas e desgraçadas da vida. Gosto das cenas com Selton Mello porque foi um encontro especial. Precisamos um do outro para que elas acontecessem como aconteceram. Mas me comovo também profundamente na hora do julgamento, em que a Compadecida livra o João Grilo do inferno”, confessa.

Selton, por sua vez, na pele do compulsivo e metido a galanteador Chicó, dimensiona que há uma carreira antes e depois do trabalho.

“É o personagem mais popular da minha vida, e olha que já fiz muita novela, um formato que te deixa em evidência por meses”, situa, sublinhando ainda o que representa o retorno do programa.

“Uma oportunidade de apresentar e encantar uma geração que não teve contato com a série. As pessoas que viram há 20 anos ou que assistiram só ao filme vão amar rever essa obra-prima. O seriado é muito mais longo, tem mais cenas. É um trabalho lindo, puro e inspirado de toda a equipe”.

Fonte: Diário do Nordeste