Ceará
Porto Seco entre Iguatu e Quixadá é solução para “gargalo logístico” no Ceará, avalia Sudene
Com intuito de interligar o Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, com o começo da ferrovia Transnordestina no Ceará, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) estuda a construção de um porto seco na Região Centro-Sul do Ceará.
O polo de cargas é um dos projetos de infraestrutura que está sendo viabilizado pela Sudene como forma de impulsionar a consolidação do hub logístico de cargas no Estado, com objetivo de impulsionar o setor em toda a região Nordeste.
A estrutura ainda não tem previsão de lançamento, mas conforme o diretor de planejamento da entidade, Raimundo Gomes de Matos, o projeto encontra-se em fase de “estudos técnicos”. O representante da entidade pontuou ainda que o porto seco será construído entre os municípios cearenses de Iguatu e Quixadá.
Durante apresentação em evento realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) nesta terça-feira, 21, Raimundo destacou que o levantamento inicial para implementação da obra está sendo feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
“Precisamos ver os tipos de cargas que poderiam fazer com que a iniciativa privada manifeste interesse positivo em alocar investimentos. O estudo nos dará isso, qual tipo de carga é necessária, qual tipo de regulamentação alfandegária é preciso para então implementar o projeto”, pontua Raimundo.
O intuito da obra de infraestrutura é atuar como um terminal modal de suporte capaz de ligar o fluxo de cargas entre os estados do Nordeste, com destino regional e ainda as cargas para exportação, com saída pelo Porto do Pecém. A obra, após concluída, também servirá como central de despacho das importações recebidas pelo Pecém com destino a todo o Brasil.
Além do suporte logístico no fluxo de cargas, a área do Porto Seco também pode funcionar como um modal alfandegário, com condições especiais de fiscalização com intuito de acelerar o processo de liberação de produtos para o comércio.
Em um investimento complementar, Raimundo pontua prospecções da Sudene de impulsionar a malha área de aeroportos regionais como forma de interligar a região Centro-Sul do Estado aos demais polos de desenvolvimento econômico.
“Precisamos também de um suporte aéreo, para gestão complementar de cargas e que seja capaz de interligar o Porto Seco rapidamente com centros comerciais de gestão no Estado”, complementa.
Fonte: O Povo
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