Ceará
Pesquisadores desvendam origem das caixas misteriosas em praias do Ceará
Os questionamentos em torno das “caixas misteriosas” que apareceram no litoral cearense no ano passado foram respondidos e o mistério sobre de onde vieram chegou ao fim. Professores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizaram pesquisa histórica e descobriram que os grandes fardos de borracha pertenciam à carga de um navio alemão afundado em 1944 por forças aéreas dos Estados Unidos. Ainda não se sabe para o que eram utilizados.
O navio tinha o nome de SS Rio Grande para se disfarçar de inimigos durante a Segunda Guerra Mundial. O oceanógrafo físico e professor do Labomar Carlos Teixeira foi quem fez a descoberta. Ele conta que a ideia surgiu por conta do aparecimento das manchas de óleo no litoral do Nordeste.
“A gente sabia das caixas, mas nunca tinhamos conseguido desvendar de onde elas vinham. Aí veio a problemática do óleo. Por coincidência, ou não, a ocorrência desse óleo está acontecendo na mesma época do ano em que as caixas começaram a aparecer no ano passado”, relata.
As manchas de óleo e o aparecimento das caixas, no entanto, foi descartada pela Petrobras e pelos pesquisadores devido às manchas se tratarem de petróleo cru relativamente recente. “Para ter relação o óleo teria que ser muito velho. O naufrágio foi em 1944, há 75 anos atrás”, diz Teixeira.
Curiosidade
Juntamente com o também oceanógrafo e professor do Labomar, Luís Ernesto Bezerra, uma pesquisa histórica foi feita e chegou até o fato do afundamento do navio. O naufrágio se deu, segundo os levantamentos, entre 1º e 4 de janeiro de 1944.
“Eu encontrei uma caixa em Itarema [Interior do Ceará], que tinha uma inscrição pertecente à Indonésia Francesa, que ficou independente em 1953, ou seja, é muito antiga. Então começamos a pesquisas e encontramos confirmações desse naufrágio”, comenta Luís Ernesto.
A descoberta dos destroços da embarcação, porém, só aconteceu mais de 50 anos depois, em 1996.
Simulação
Carlos Teixeira afirma que após os primeiros reconhecimentos ele iniciou uma simulação, processo da oceanografia física, para confirmar se, pela coordenada onde o navio afundou, era possível que as caixas chegassem à costa nordestina. Nesta quarta-feira (9) ele confirmou: “Temos 99% de certeza da origem dessas caixas”.
Mistério
As caixas despertaram a curiosidade do cearense e passou a ser um grande mistério. A Polícia Federal e o Ibama chegaram a investigar o fato na época. Cerca de 200 caixas foram encontradas. Segundo o professor Luís Ernesto, elas “demoraram” para aparecer nas praias devido um processo que ocorre com navios naufragados. “Navios naufragados começam a sofrer corrosão, então décadas depois começam a vazar as suas cargas. E por ter acontecido no Oceano Atlântico perto do Nordeste elas chegaram até aqui”, pondera.
Fonte: Diário do Nordeste
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