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Pesquisa que desenvolve biscoitos a partir do pequi é destaque é revista acadêmica
A pesquisa científica da Faculdade de Tecnologia Centec (Fatec Cariri), em Juazeiro do Norte, que desenvolve biscoitos a partir do pequi — fruto típico da região — foi destaque na edição de setembro da Agrotec, revista agropecuária técnica, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Este trabalho é desenvolvido há pelo menos dois anos, através do Grupo de Pesquisa em Biotecnologia de Produtos Naturais (BPN), do curso superior de Tecnologia em Alimentos.
O professor Erlânio Oliveira, que coordena o trabalho, explica que o projeto se propõe a elaborar biscoito tipo “cookies”, enriquecidos com a torta da amêndoa do pequi, que geralmente são descartadas no meio ambiente após a extração de óleo.
“O objetivo foi dar direcionamento a estes resíduos, com valor nutricional significativo e amenizar a perda de uma matéria-prima que contém nutrientes fundamentais a saúde”, justifica.
Em atividades desde 2018, o Grupo de Pesquisa em Biotecnologia de Produtos Naturais (BPN), liderado pelos professores Erlânio Oliveira e Cícera Gomes, conta com a participação de pesquisadores e colaboradores do Cariri, que se interessam pelo estudo e divulgação de temas relacionados a caracterização nutricional de produtos vegetais in natura e processados e o reaproveitamento de subprodutos para uso em desenvolvimento de novos produtos alimentícios.
Ampliação
Além do tradicional pequi, o BPN trabalha com babaçu e macaúba, aproveitando quase tudo destes frutos. Da polpa, extrai o óleo e, do resíduo que resta, produz farinhas, que acabam gerando outros produtos de gênero alimentício, como bolos e biscoitos, que já passaram por análise sensorial em feiras e eventos.
Cada farinha determina o tipo de receita que pode ser feita. Da macaúba, por exemplo, por causa da coloração, é ideal para ser usada na fabricação de pães. Já com a amêndoa da macaúba pode ser utilizada na fabricação de biscoitos. Segundo o professor Erlânio, a composição feita com frutos nativos possui uma variedade nutricional maior que a farinha de trigo, utilizada convencionalmente.
O projeto possui outras duas etapas: criar um plano de negócio para tentar colocar alguns produtos no mercado; e visitar comunidades da Chapada do Araripe, onde os frutos são colhidos, para ensinar como funciona o processamento destes alimentos, para que os extrativistas tenho uma renda extra.
O artigo publicado com o título “Elaboração e qualidade de biscoitos tipo cookie enriquecidos com torta da prensagem da amêndoa de Caryocar coriacium Wittm” pode ser acessado aqui.
Fonte: Diário do Nordeste
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