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Outubro é o mês com mais assassinatos nos últimos dois anos; acumulado do ano é 2,8% menor que 2022
Outubro registrou o maior número de homicídios no Ceará nos últimos dois anos, com um total de 293 mortes, de acordo com os dados dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) da Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Secretaria da Segurança Pública (SSPDS), divulgados na terça-feira (14).
O mês mais violento dos últimos dois anos foi outubro de 2021, com 298 casos registrados.
No período de janeiro a outubro deste ano, foram contabilizados 2.417 homicídios na capital, no interior e nas cidades da Região Metropolitana. Apesar do alto número de crimes, houve uma redução de 2,8% nos homicídios em comparação com os dez primeiros meses de 2022, quando 2.487 pessoas foram assassinadas.
Em 2023, pelo menos 20 pessoas foram mortas em chacinas no Ceará. A maioria das vítimas são homens, representando 91,68% do total, contra 8,3% de mulheres e 0,02% que não tiveram o gênero informado.
Quanto à natureza dos assassinatos, 97,11% foram homicídios dolosos, seguidos por latrocínios (1,52%), lesão corporal seguida de morte (0,78%) e casos de feminicídio (0,59%).
A maioria dos crimes ocorreu aos sábados (16,86%) e domingos (17,91%), principalmente à noite, com 40,43% dos casos.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que, com o objetivo de desenvolver estratégias para fortalecer o combate aos crimes, foi criado o Grupo Integrado de Inteligência e Investigação, composto por equipes das Inteligências da SSPDS e da Polícia Civil, com apoio da inteligência da Polícia Militar do Ceará. Uma das atribuições do grupo é investigar ocorrências de homicídios.
A SSPDS destacou que as ações integradas são realizadas pelas Forças de Segurança do Ceará e forças amigas, como guardas municipais e órgãos de trânsito e fiscalização, para o cumprimento de mandados e combate a práticas ilícitas, bem como detecção de irregularidades. Além disso, a pasta ressaltou a operação Ações de Reforço de Policiamento Ostensivo (Arpo), da Polícia Militar do Ceará (PMCE), que também visa o combate a CVLI por meio de saturações em todo o Estado.
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