Ceará
Os impactos do coronavírus nas escolas; Seduc orienta comunidade
Frente à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), um dos principais pontos em discussão no Brasil é sobre a manutenção do calendário escolar em instituições de ensino. No Ceará, ainda não há notificação de casos, apenas suspeitos até essa sexta-feira, 13. Mesmo assim, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), ao contrário da pasta da Capital, impôs medidas às comunidades escolares para prevenir o surgimento e a proliferação do vírus.
Em ação conjunta com a Secretaria da Saúde do Ceará, a Seduc emitiu comunicado ontem às escolas da Rede Estadual de Ensino. As medidas vão desde evitar beber água em bebedouros até a desinfecção das superfícies de salas de aula e demais espaços da escola — cadeiras, mesas, aparelhos, bebedouros e equipamentos de educação física — após o uso. Preconiza-se a limpeza das superfícies, com detergente neutro, seguida de desinfecção, com álcool 70% ou hipoclorito de sódio.
O texto sugere ainda que atividades, da própria escola ou de instituições que solicitem cessão do espaço escolar, que envolvam grandes aglomerações em ambientes fechados, sejam evitadas durante o período de circulação dos agentes causadores de síndromes gripais.
Não há, porém, qualquer sinalização para suspensão das aulas. “A nota esclarece que as escolas e os Centros Cearenses de Idiomas (CCI’s) da rede pública estadual de ensino devem continuar suas atividades normalmente. Na ocorrência de qualquer mudança no cenário epidemiológico, que justifique a adoção de outras medidas de prevenção e controle dirigidas à comunidade escolar, haverá divulgação, em tempo hábil”, diz a recomendação conjunta.
A nota pede cautela e respeito aos possíveis estudantes e funcionários que possam se expor ao vírus. A Seduc reforça o pedido de engajamento de toda a comunidade escolar neste processo de prevenção ao Covid-19.
Todos os dias, a Secretaria da Saúde divulga o boletim epidemiológico do Covid-19. O documento atualiza informações sobre o número de casos suspeitos e descartados, fluxo de atendimento e outras orientações. Nenhum caso foi confirmado no Estado até a noite de ontem.
Questionada sobre as ações voltadas às crianças da rede, a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza (SME) respondeu que “a fonte para falar sobre o assunto é a Secretaria Municipal de Saúde (SMS)”. A pasta, no entanto, não apresentou medidas para a rede escolar. Apenas destacou já ter anunciado o Plano de Contingenciamento para o Coronavírus. “Os dados e ações estão sendo constantemente atualizados de acordo com o cenário epidemiológico”, afirmou.
De acordo com a seccional cearense da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), cada município trabalha, a partir das demandas, formas de prevenção. A entidade enviou às 184 cidades cearenses uma cartilha de prevenção. O material contém oito páginas e, com base nos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), traz sobre o que é o novo coronavírus, os sintomas mais comuns e mais graves. Além de como é transmitido e formas de prevenção.
O texto sinaliza ainda quando a ajuda médica e exame de teste são necessários. Um lista com oito pontos detalha sobre as condições e cuidados em casos de isolamento domiciliar. Além disso, pontua alerta em relação as viagens. Um dos últimos tópicos mostram que idosos são os mais vulneráveis nestes casos.
Airton Oliveira, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE), aguarda posicionamento legal para orientar a suspensão de aulas no Ceará. “Não há motivos ainda para essa atitude. Estamos funcionando tranquilos. Dando orientações aos alunos e professores, sobretudo, os da área de biologia”, frisa.
Infectologista, Ivo Castelo Branco reitera não ser necessário, neste momento, cancelar as aulas, como já fizeram o Distrito Federal e o Rio de Janeiro. Conforme ele, a recomendação da OMS é que, a partir de mil casos, escolas reduzam funcionamento e eventos sejam adiados. Além de situação onde há transmissão sustentada – quando alguém que não viajou ao exterior nem teve contato com quem saiu do país é contaminado.
O coordenador do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Ceará (UFC) atenta para a não confirmação de casos no Estado. “O grande problema do coronavírus, apesar das crianças terem letalidade pequena, é que elas podem ser veiculadoras. A chance de ter muita gente infectada aumenta.”
O especialista alerta que crianças com sintomas, geralmente, ficam com os avós ― grupo de risco. Ele lembra que os pais não podem faltar ao trabalho. Pensando nisso, Castelo Branco sugere que já se pense em amparo legal para esses casos. O professor da UFC cita, por exemplo, a estratégia dos Estados Unidos, onde muitos empregados foram liberados para trabalhar em casa.
Fonte: O Povo
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