Iguatu
Opinião: O papel do Professor, em sala de aula e fora dela
[caption id="attachment_6282" align="alignleft" width="960"]
Foto: Iury Sarmento[/caption]É inquestionável que o lócus de atuação prioritário do professor é a escola e em particular, a sala de aula.

Foto: Iury Sarmento
Portanto, é nossa obrigação darmos boas aulas, dominarmos os conteúdos e saber repassá-los, desenvolvermos atividades para além das quatro paredes da sala de aula (pesquisa, extensão, eventos científicos…), claro que sempre a partir das nossas condições de trabalho e possibilidades institucionais.
Porém, talvez junto com a missão cotidiana da sala de aula, dentre as atividades mais importantes do professor esteja a educação política.
Se concordamos com Paulo Freire na compreensão de que a educação é antes de tudo um ato político, uma vez que tal atividade não pode ser desvinculada de visões de mundo, opiniões, ideologias, atitudes, etc., devemos ser os mais coerentes possíveis entre o nosso discurso e a nossa prática.
Antonio Gramsci foi enfático ao afirmar que a indiferença é o peso morto da história e que, portanto, a omissão em torno de questões decisivas como a luta em defesa da escola pública e por melhores condições de trabalho é, queiramos ou não, uma posição política.
O que pensam nossos educandos e qual a influência sobre eles ao tomarmos uma posição A ou B? Da atitude crítica, da participação política, da luta pelos direitos ou, do “isso é perda de tempo”, “não leva a nada”, não tenho nada a ver com isso”?
O que pensam nossos educandos e qual a influência sobre eles se não participo de um ato, de uma mobilização, se não vou pra rua junto com eles? Ensinando e aprendendo a partir da necessária relação entre teoria e prática, discurso e exemplo?
Acho que o ponto de partida é a obrigação de sermos coerentes, assumindo nossa posição, seja A ou B. Assim, a educação política pode se desenvolver com mais clareza, a partir da diversidade de opiniões e visões de mundo, contribuindo para que nossos educandos possam tomar suas decisões de forma mais consciente e autônoma.
Nessas últimas semanas a FECLI deu uma aula de cidadania para o conjunto da sociedade iguatuense. Com muita organização e luta em defesa da universidade pública e de qualidade, conseguimos dialogar com o povo e constranger as “autoridades” em torno de nossas carências e reivindicações.
Espero que consigamos avançar nesse processo, consolidando nossa faculdade como uma importante formadora de professores para a região Centro-Sul do Ceará. E, por que não? Como uma importante formadora de sujeitos conscientes de seus direitos e dispostos a defendê-los dentro e fora da sala de aula.
* Pedro Silva é professor da UECE/FECLI, diretor da SINDUECE e militante da Consulta Popular
-
Iguatu7 dias atrásIguatu recebeu secretário da SDA para assinatura de ordens de serviço de sistemas de abastecimento de água
-
Brasil6 dias atrásGoverno federal cria medidas para combater cambismo digital e garantir água gratuita em eventos
-
Ceará6 dias atrásPesquisa da UFC identifica presença de bisfenóis em caranguejos de manguezais no Ceará
-
Noticias6 dias atrásMorre aos 83 anos o ator e diretor Gracindo Júnior, ícone da televisão Brasileira
-
Brasil4 dias atrásConselho Nacional de Política Cultural recebe inscrições até 22 de setembro
-
Brasil5 dias atrásPESQUISAS – Ciro ainda lidera, mas Elmano encurta a distância em ritmo acelerado”.
-
Brasil5 dias atrásMoraes acusa Mendonça de abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade e pede providências a Fachin
-
Curiosidades4 dias atrásMaturidade, e não criação, pode explicar comportamento de quem nasceu entre 1955 e 1978
