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Maratonista faz trajeto do Rio de Janeiro-Ceará e passa por Iguatu

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Calçar os tênis e vencer o desafio que o motivou por anos: percorrer 2.776 km, em apenas 50 dias. É essa a missão que Cícero Damasceno, 56, tomou para si. O maratonista passou por Iguatu, no último sábado, 10. Para nossa reportagem o atleta contou parte de sua trajetória e sobre o projeto que partiu do Rio de Janeiro tendo como destino sua terra natal Santa Quitéria, no Ceará.

Cícero saiu do estado em mora no dia 1º de maio com data prevista para a chegada em Santa Quitéria no dia 24 de junho. Há mais de 30 anos nas corridas, ele perdeu as contas de quantas maratonas e competições já participou. Em todas elas ganhou a marca de ser conhecido por distribuir rapadura e correr com a bandeira do Brasil.

O uso do pavilhão enrolado no corpo além de protegê-lo do sol foi alimentado pela representatividade de um ídolo para o corredor. “No dia 1º de maio de 1994, eu estava em uma corrida do trabalhador, quando cheguei em casa, percebi minha família acompanhando uma notícia na televisão que abalou todo mundo: a morte do piloto Aírton Senna. A partir dali me inspirei nele e é por isso que nesse desafio carrego esta fotografia dele para me dar sorte”, contou.

O uso do pavilhão enrolado no corpo além de protegê-lo do sol foi alimentando pela representatividade de seu ídolo Ayrton Sena – (Foto Thiedo Henrique/Mais FM)

Desafio

Em solo Iguatuense, Cícero falou ainda do intuito de percorrer parte do país. “Planejei há 5 anos percorrer da cidade do Rio de Janeiro até minha terra natal. O objetivo era mostrar ao povo brasileiro que não importam as dificuldades que apareçam em nossa vida, sempre há uma saída e temos de enfrentar os desafios. Eu estou desafiando a mim próprio, mas ao mesmo tempo representando aqueles que possuem uma limitação”, pontuou.

Quando chegou a Iguatu, o quiteriense atingiu a marca de 41 dias de percurso. Para auxiliá-lo, familiares e amigos têm se mobilizado nas redes sociais, visando a arrecadar fundos para as despesas, como alimentação, hidratação, dormitório e um trailer de apoio. Em Iguatu, ele encontrou um familiar, sobrinho, servidor público, que reside na cidade.

De óculos escuros e um chapéu de palha produzido no Nordeste, na praça da Caixa Econômica Federal, Cícero foi parado por populares que quiseram registrar a sua passagem através de fotos e bater um bom papo para o conhecê-lo.

Casado e pai e de um filho, trabalha no Rio de Janeiro no ramo da construção civil. Ele conta que a receptividade não é satisfatória em todos os lugares em que parou. “Fiz muitos amigos, muitas histórias eu ouvi, muita gente acolhedora. Mas há aqueles que destratam a gente, chamam de louco, me mandaram jogar fora a bandeira, duvidam de minha capacidade, enfim situações que não merecem minha atenção”, lembrou.

Legado ambiental

O corredor a cada 50km percorridos planta um pé de ipê, no intuito de conscientizar a população para a conservação da natureza. Em Iguatu uma muda foi plantada na praça central da cidade. Na bagagem, estão 60 pés da planta. “Somos marcados nesse mundo por aquilo que deixamos como legado, quem sabe daqui a uns anos eu não seja lembrado por aquele que um dia passou na cidade e deixou uma sombra fresca”, finalizou.

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