Ceará
Mais um acusado da morte da travesti Dandara dos Santos é julgado no Ceará
Um ano e oito meses após a morte da travesti Dandara dos Santos, mais um acusado pelo crime será julgado. O julgamento estava previsto para começar a partir de 9h30, nesta terça-feira (23), no Fórum Clóvis Bevilaqua, em Fortaleza, mas o início foi adiado para as 13h por causa da ausência de duas testemunhas. É a sexta pessoa a ser julgada pelo crime.
Dandara, então com 42 anos, foi morta no dia 15 de fevereiro de 2017, no Bairro Bom Jardim, espancada e baleada. Os assassinos gravaram um vídeo que circulou nas redes sociais mostrando o ataque à travesti. Ela levou chutes, pauladas e foi transportada em um carrinho de mão a outro ponto da via onde recebeu tiros.
Júlio César Braga da Costa será julgado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima).
O promotor Marcus Renan Palácio, do Ministério Público do Ceará (MPCE), afirma que Júlio César deu dois chutes na cabeça de Dandara e a pegou pelos pés para jogar em cima do carrinho de mão. Para o representante da acusação, as agressões são suficientes para condenar o réu por homicídio.
“A participação do Júlio César não se apresenta divorciada do comportamento dos agentes que cometeram esse crime. O Ministério Público não tem a menor dúvida de que ele será igualmente condenado, a exemplo dos outros cinco já julgados, em abril passado”, afirmou o promotor.
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Já a defesa do réu, representada pelo advogado Sérgio Ângelo, alega que o cliente não participou do assassinato e deveria ser condenado por lesão corporal gravíssima, o que reduziria a pena máxima de 30 para 8 anos. “A tese da defesa é negativa de autoria. Como mostra o laudo médico, a morte foi em decorrência do disparo de arma de fogo”, justifica o advogado.
Cinco réus condenados
Os cinco réus condenados totalizaram 83 anos de prisão, se somadas as penas. Francisco José Monteiro de Oliveira Júnior, o ‘Chupa Cabra’, foi punido com 21 anos de reclusão; Jean Victor Silva Oliveira e Francisco Gabriel Campos dos Reis, o ‘Didi’ ou ‘Gigia’, com 16 anos; Rafael Alves da Silva Paiva, o ‘Buiú’, com 15 anos; e Isaías da Silva Camurça, o ‘Zazá’, com 14 anos. Quatro adolescentes foram apreendidos por participação no assassinato da travesti e cumprem medidas socioeducativas, determinadas por uma Vara da Infância e da Juventude.
Entretanto, dois denunciados pelo crime não foram localizados pela polícia durante um ano e oito meses de investigação pela Polícia Civil: Francisco Wellinton Teles e Jonathan Wiliam Souza Silva. A liberdade da dupla revolta a mãe da vítima. “Ainda não foi feita Justiça”, considera Francisca.
“O Ministério Público se ressente que a Polícia do Ceará ainda não tenha tido condições de capturar esses dois acusados. Penso eu, pelas condições econômicas, financeiras, e sociais deles, que permanecem no Interior do Ceará ou na Região Metropolitana de Fortaleza”, lamenta o promotor Marcus Renan.
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