Brasil
Mais de 30% das crianças até 2 anos consomem refrigerante, no Brasil

Um terço das crianças brasileiras, de até dois anos, tomam refrigerante ou suco artificial. Além disso, mais da metade dos pequenos desta faixa etária comem biscoitos, bolachas e bolos.

Um terço das crianças brasileiras, de até dois anos, tomam refrigerante ou suco artificial. Além disso, mais da metade dos pequenos desta faixa etária comem biscoitos, bolachas e bolos.
Essas informações são da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada, nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Para o especialista em nutrologia do Instituto de Metabolismo e Nutrição, Celso Cukier, os pais têm papel fundamental nos hábitos alimentares das crianças. Ele ressalta que para mudança para uma alimentação saudável deve começar pela família.
“Eu acho que vale a pena reforçar aquela história de que nós precisamos trabalhar a família como um todo. Não adianta, e eu já vi isso em muitos casos, pais comerem batatas fritas e mandarem as crianças comer alguma verdura ou fruta. Não! A família nesse momento tem que se unir.”
Estudos feitos pelo IBGE em 2013 apontaram que uma em cada três crianças está acima do peso, e isso implica em uma série de doenças, como o colesterol alto, hipertensão e diabetes. O especialista Celso Cukier explica que essas doenças aparecem, principalmente, pela má alimentação desde a infância.
“Quanto mais cedo somos submetidos a alimentos de baixa qualidade, ricos em conservantes, em substâncias artificiais, o aumento da quantidade de calorias ingeridas nessa idade vai causar no futuro uma série de doenças relacionadas principalmente à obesidade.”
A servidora pública Luana Rodrigues é mãe e começou a dar refrigerante para o filho quando ele tinha um ano e meio. Ela reconhece que não gostaria de fazer isso, mas entende que já que a criança vê os pais tomando em casa, eles não podem proibir.
“O meu filho mais velho, ele tem três anos hoje, mas eu confesso que ele começou a tomar refrigerante com um ano e meio. Porque é um costume da família, a gente sempre toma e aí infelizmente – infelizmente eu digo porque eu não queria dar – mas como a gente toma. Eu tomo, o pai dele toma, sempre têm festas nos finais de semana. Eu não posso dizer: você não pode tomar e eu posso tomar. Então para ele não tomar, a gente teria que não tomar. Então acaba que como a gente toma, ele toma também.”
O especialista em nutrologia, Celso Cukier, fala que após o desmame, a família deve introduzir alimentos simples e que cheguem o mais próximo do natural. Comer verduras e frutas, e evitar os alimentos que são de origem da farinha.
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