Ceará
Lar Santa Mônica completa 10 anos com mais de 14 mil atendimentos
O Lar Santa Mônica, inaugurado em 27 de agosto de 2009, completou, ontem, 10 anos de atividades voltadas ao amparo de vítimas de abuso e exploração sexual. Meninas de 7 a 18 anos são o público-alvo. Em uma década, 142 delas receberam acolhimento de uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, educadores e pedagogos.
Entre crianças, adolescentes e familiares, a instituição prestou 14.200 atendimentos. Procedimentos médicos de média e alta complexidade foram, ao todo, 1.236. No setor de psicologia, 13.171 atendimentos. Já as ações de aprendizado e reforço escolar somam 7.952. Outros 184 tiveram capacitação profissional e 42 conseguiram inserção no mercado de trabalho.
Apesar do envolvimento com a causa, o Lar enfrenta dificuldades orçamentárias, que põem em risco a manutenção dos serviços. De acordo com o gerente institucional da Associação Beneficente dos Agostinianos Recoletos de Fortaleza (Abarf), Lucélio de Souza, garantir o repasse do salário dos profissionais é o principal desafio.
“Por mais que tenhamos 10 anos de atuação e façamos um trabalho relevante para a sociedade, temos algumas dificuldades financeiras para manter o bom quadro de colaboradores. Temos uma psiquiatra e uma pediatra, mas são voluntárias”, revela, apontando ainda que, hoje, o Lar Santa Mônica precisa também de alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal e doméstica.
Começo
Dois anos antes do início do projeto, em meados de 2007, padres da Ordem dos Agostinianos Recoletos promoviam visitas domiciliares em parceria com as pastorais atuantes na Barra do Ceará. A partir do contato com as famílias, os religiosos identificaram na comunidade meninas em situação de vulnerabilidade, depois de terem sido vítimas de abusos sexuais. A partir dessa demanda, surgiu o abrigo em 2009, cuja sede foi construída no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU).
Atualmente, 36 meninas recebem apoio da instituição, sendo divididas em três casas de acolhimento, com capacidade para 12 pessoas cada. Pela manhã, elas participam de reforço escolar e, à tarde, têm o ensino regular em colégios públicos ou particulares, quando há parcerias. Em paralelo, o Lar oferece atendimento socioassistencial, terapias ocupacionais e coletivas, além de atividades de cultura e lazer nos fins de semana.
As vítimas são encaminhadas por órgãos de defesa, como o Conselho Tutelar, a 3ª Vara da Infância, o Ministério Público ou a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). Segundo Lucélio de Souza, a mesma inquietação existente no começo do projeto continua sendo a principal motivação para a existência do abrigo.
“Nos incomodamos com a incidência de vítimas. É nossa missão enquanto seres humanos, cristãos inconformados com a realidade de tantas violações a crianças e adolescentes”, reforça o gerente.
Fonte: Diário do Nordeste
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