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Um tribunal alemão condenou nesta terça-feira (28) Josef Schuetz, um ex-guarda de campo de concentração nazista, a cinco anos de prisão por cumplicidade em assassinatos e em tentativas de assassinatos. Aos 101 anos, ele é a pessoa mais velha a ser julgada por crimes nazistas.

Os promotores acusaram o aposentado de envolvimento no assassinato de ao menos 3.518 prisioneiros no campo de Sachsenhausen entre 1942 e 1945, na Segunda Guerra Mundial. O tribunal concluiu que, durante esses três anos, Josef S. atuou como guarda do campo e foi membro da organização paramilitar nazista Schutzstaffel (SS).

Os promotores afirmam que ele, como guarda do campo, participou “conscientemente e voluntariamente” de crimes, e pediram que ele fosse punido com cinco anos de prisão.

Por meio de seu trabalho como guarda, ele “apoiou voluntariamente o extermínio em massa”, concluiu o juiz Udo Lechtermann. Não foi possível constatar se o próprio Josef S. executou os crimes pelo fato de não haver mais testemunhas vivas.

Quais foram as acusações?

As acusações contra Josef S. incluem participação na “execução por fuzilamento de prisioneiros de guerra soviéticos em 1942” e o uso do “gás venenoso Zyklon B” nas câmaras de gás do campo de concentração de Sachsenhausen.

Ele estava sendo julgado desde outubro no tribunal regional de Neuruppin. As audiências sobre o caso foram realizadas na cidade vizinha de Brandemburgo, no leste da Alemanha.

O homem, que vive no estado de Brandemburgo, se declarou inocente durante todo o julgamento e negou ter trabalhado como guarda do campo. Ele voltou a ressaltar isso nesta segunda-feira.

Fonte: G1