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Brasil apresenta meta de restaurar 16,3 milhões de hectares de terras degradadas até 2030

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O Brasil deverá apresentar durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), na Mongólia, uma meta de restauração de 16,3 milhões de hectares de terras degradadas até 2030. A proposta faz parte do compromisso brasileiro com a chamada Neutralidade da Degradação da Terra, que busca evitar, reduzir e reverter os danos ao solo.

O país identificou cerca de 55 milhões de hectares de terras em processo de degradação em 2020. A recuperação dessas áreas é considerada estratégica para combater a desertificação, fortalecer a produção de alimentos, ampliar a segurança hídrica e aumentar a capacidade de adaptação às mudanças climáticas.

A degradação dos solos é um problema que afeta principalmente regiões do Nordeste brasileiro, mas também está presente em outras áreas do país. Cerca de 18% do território nacional está em Áreas Suscetíveis à Desertificação, enquanto a área afetada pelo processo passou de 1,35 milhão para 1,51 milhão de quilômetros quadrados entre 2000 e 2020.

Entre as estratégias adotadas pelo Brasil estão ações de conservação ambiental, recuperação de áreas produtivas e políticas voltadas para povos indígenas e comunidades tradicionais. No Nordeste, o Programa Recaatingar prevê a recuperação produtiva de 10 milhões de hectares da Caatinga ao longo dos próximos 20 anos, combinando conservação do solo, segurança hídrica e participação das comunidades locais.

A meta brasileira integra uma mobilização internacional para conter a perda de terras produtivas e enfrentar os efeitos da seca e da desertificação. Na COP17, representantes de mais de 190 países discutem medidas de restauração, financiamento e proteção dos territórios, com o objetivo de transformar compromissos ambientais em ações concretas até o fim da década. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

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