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O Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou, na noite desta sexta-feira (21), que vai evacuar duas mil pessoas do entorno da barragem de Jati, no interior do Cariri, após rompimento da tubulação na tarde de sexta-feira. As águas fazem parte da obra de Transposição do Rio São Francisco e vão para o Açude Atalho, em Brejo Santo.

A evacuação do raio de 2 km da barragem é preventiva, conforme o ministério. A medida está prevista no Plano de Ação Emergencial (PAE) do empreendimento. Segundo a pasta, o vazamento foi contido, duante a noite, a falta de iluminação dificultou a avaliação técnica.

“Com o apoio do MDR, essas famílias estão sendo transportadas para hotéis, pousadas e alojamentos na região ou poderão ir para casas de parentes e amigos até que sejam feitas todas as avaliações técnicas das estruturas do reservatório”, afirmou o Ministério do Desenvolvimento em nota. Profissionais da defesa civil e da empresa operadora eram os responsáveis por informar os moradores.

A tubulação se rompeu após a abertura de uma comporta da barragem, após a sangria do reservatório. De acordo com o secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, o jato d’água causa um pequeno processo erosivo, mas que não aparenta comprometer a estrutura.

“Na ombreira direita, tem uma tubulação que se incia em concreto e depois um bloco, onde está a emenda da tubulação em concreto com a tubulação em aço. Então, parece que nessa emenda houve um rompimento, um vazamento da tubulação. Então, esse jato d’água é devido à pressão”, explicou o secretário.

O tenente Aílton Lima, do Corpo de Bombeiros, informou na sexta-feira (21) que a avaliação indica que a barragem não sofreu danos, mas a possibilidade do escorrimento de água afetar a estrutura era investigada.

Lima afirmou que, em caso de risco de rompimento da barragem ou de inundação da área, os bombeiros promoveriam evacuação do local, junto com a Defesa Civil.

A barragem em Jati foi inaugurada na última quinta-feira (20), com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Fonte: Diário do Nordeste