Brasil
Denúncias de assédio eleitoral no trabalho aumentam mais de 75% após segundo turno
O número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho aumentou mais de 75% nos dias seguintes ao segundo turno das eleições de 2026. Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), foram recebidas 1.459 novas denúncias nos três dias posteriores à votação de domingo (25). Com isso, o total registrado neste ano chegou a 3.396 ocorrências.
Os relatos envolvem situações em que trabalhadores teriam sido pressionados por empregadores ou superiores hierárquicos em razão de suas preferências políticas. Entre as práticas denunciadas estão ameaças de demissão, perseguições e tentativas de influenciar o voto ou a manifestação política dos funcionários.
São Paulo concentra o maior número de registros, com 620 denúncias. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 351 casos; Paraná, com 338; Rio de Janeiro, com 252; Rio Grande do Sul, com 223; e Santa Catarina, com 165. Os números correspondem às notificações recebidas pelo órgão ao longo de 2026.
Diante do aumento das ocorrências, autoridades federais discutem medidas para reforçar o combate à prática. Entre as ações estão o fortalecimento dos canais de denúncia, a cooperação entre instituições públicas e iniciativas para enfrentar a divulgação de conteúdos relacionados ao assédio eleitoral. Também foram mencionadas propostas de restrição ao acesso a crédito público para empregadores envolvidos, observadas as regras legais aplicáveis.
O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição profissional para constranger ou pressionar trabalhadores a votar em determinado candidato, deixar de votar ou adotar uma posição política. A prática é proibida pela legislação brasileira. As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho por meio do portal oficial do órgão, no endereço mpt.mp.br/assedio-eleitoral.(Foto: Reprodução/Agência Brasil )
