Regional
Cidades com mais atividade comercial têm melhor IDH
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Limoeiro do Norte não possui uma indústria, mas forte comércio varejista FOTO: MELQUÍADES JÚNIOR[/caption]O crescimento urbano, por meio da economia, aliado a políticas públicas são decisivos para o desenvolvimento

Limoeiro do Norte não possui uma indústria, mas forte comércio varejista FOTO: MELQUÍADES JÚNIOR
Mais uma vez, as “cidades médias” do Ceará configuram entre as melhores posições dos Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) – embora estejam abaixo da média nacional. Em comparação aos municípios com piores resultados, especialistas apontam ampliação da atividade comercial, aliada a políticas públicas menos assistencialistas como fatores decisivos para os índices melhores.
Divulgado no final de julho, o IDH-M 2013 traz os indicadores de expectativa de vida, educação e renda dos municípios Brasileiros. O Ceará está entre os melhores do Nordeste, mas a própria região nordestina está aquém da média nacional.
Comércio
Fortaleza, Sobral, Crato, Eusébio, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Barbalha, Caucaia, Limoeiro do Norte e Iguatu são as dez cidades melhores colocadas nos índices que medem expectativa de vida, educação e renda. Mas não ficam muito distante Pacatuba Russas, São Gonçalo do Amarante, Pacajus, Quixadá e Horizonte. Em comum entre elas está a forte atividade comercial.
Para o professor Horácio Frota, coordenador do mestrado em políticas públicas da Universidade Estadual do Ceará (Uece), as cidades maiores configuram centros econômicos que permitem formas de geração de renda que as cidades pequenas não possuem. A quase exclusividade de rendimentos básicos em aposentadoria, pensão, e no serviço público municipal tende a manter os municípios menores numa situação de dependência do órgão público (no caso, a prefeitura municipal), que só faz piorar, à medida em que o próprio município já recebe recursos minguados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
“Algumas iniciativas não impactam numa cidade pequena. Construir uma estrada, que passe pela comunidade, interligue, melhore o fluxo, ajuda, mas não gera maiores impactos. É preciso investimento muito maior para aumentar as condições estruturais na comunidade”, exemplifica Horácio Frota. Para ele, o que se caracteriza nas cidades maiores é que, apesar dos vários problemas socioeconômicos, possuem uma população com maior autonomia financeira e, dessa forma, melhores perspectivas de desenvolvimento.
Isso vai do empreendedorismo individual, de quem põe o churrasco na esquina e consegue gerar renda, à implantação de indústrias.
Autonomia
“O município de Limoeiro é um exemplo de crescimento. Lá, a comunidade tem serviços e tem quem consuma. Não tem uma indústria, mas tem um centro comercial bastante desenvolvido. Já Russas tem indústria, mas ainda há uma dependência forte da fábrica existente lá, que se ela deixasse de existir isso seria um impacto muito grande”, afirma Horácio Frota.
Em São Gonçalo do Amarante, as obras do Pecém estão gerando um novo mercado consumidor, criado pelos funcionários das indústrias – especialmente, os coreanos.
Para o economista Prudente Neto, uma cidade que oferece maiores chances de entrada no mercado de trabalho influencia na própria permanência dos jovens por mais tempo na escola. “Uma família em que os pais possuem renda, dá mais oportunidade para que os filhos mantenham aprendizado”, afirma. Mas isso não é tudo. Se a própria escola não oferecer atrativos para a permanência desses alunos, a evasão se mantém. Para a pedagoga Maria Xavier a inclusão de atividades lúdicas extra-sala também são decisivas para a permanência do estudante. “Os municípios maiores possuem trabalhos mais consistentes, como é o caso da criação de escolas tem tempo integral”, explica.
Política
O maior problema para o entrave no desenvolvimento, na opinião do professor doutor Horário Frota, é que o Estado, em suas esferas, deixa de fazer a sua parte, ou a faz pela metade, e isso ajuda a explicar a maior expectativa de vida em cidades como Sobral, Crato e Barbalha, que possuem hospitais e, “apesar das carências”, atendem vários municípios.
“Falta investimento nos municípios menores. O médico que falta na cidade pequena será cobrado pelo paciente que vai à cidade média, e dessa para a grande. Isso se dá em vários setores, não só saúde. Os investimentos em projetos não podem ser esporádicos, para ´constar´, mas substanciais “, argumenta.
Fonte: Diario do Nordeste
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