Iguatu
Castanha e Caju: cachorro atropelado e irmão que cuidou dele aguardam adoção em Iguatu
Uma dupla de cachorros muito especial de Iguatu, Centro-Sul do Ceará, aguarda adoção após um deles, o Castanha, ter sido atropelado. O cão que voluntários acreditam ser seu irmão, apelidado de Caju, passou quase 24 horas ao lado de Castanha, protegendo-o após o atropelamento. O acidente teria ocorrido na tarde de domingo (14), porém o resgate só foi possível na manhã de segunda (15).
Os cães estão sob os cuidados da ONG de proteção animal Adota Iguatu.
Marina Assunção, enfermeira e uma das voluntárias da organização, conta que o estado de saúde de Castanha vem melhorando aos poucos. “Estamos só esperando ele se recuperar mais para divulgarmos oficialmente a adoção. Ele já está conseguindo ficar em pé, está mais esperto e se alimentando bem”, relata.
O resgate ocorreu depois de vídeos de Caju protegendo Castanha viralizarem nas redes sociais. “A gente recebeu os vídeos no domingo à tarde, só que não tivemos como fazer o resgate porque em Iguatu é muito precária a assistência veterinária. Só fomos ao local na segunda por volta das 11h da manhã”, relata Marina.
Amor e cuidado chamaram atenção
Marina Assunção afirma que, ao chegarem ao local, os voluntários se surpreenderam com a proteção de Caju com o irmão. O animal latiu como sinal de proteção, sem deixar ninguém chegar perto do cachorro atropelado. “A gente teve que fazer carinho e ganhar a confiança dele até que ele deixou a gente pegar o cachorro para levar pro veterinário. Assim que a gente colocou no carro o outro pulou junto”, lembra.
“O amor deles é muito lindo. Quem for adotar vai ter que levar os dois, eles não se separam. Vamos ser muito criteriosos na hora de realizar as entrevistas para adoção”, informou Marina.
Após o atendimento na clínica veterinária na segunda-feira, Castanha e Caju foram levados por Marina e outra voluntária para uma casa onde estão enquanto Castanha termina de se recuperar.
A veterinária que atendeu o cão atropelado chegou a recomendar que eles fossem para Juazeiro do Norte para realizar mais exames, pois havia a suspeita de algum osso quebrado. No entanto, Marina conta que o problema é possivelmente neurológico, devido à pancada na cabeça que Castanha sofreu no atropelamento.
“Ele tava com dificuldade de levantar e olhava pra gente, como se não estivesse nos vendo, como se a visão estivesse afetada. Mas ele já está melhor, se levantou, está andando e nos respondendo bem. Vamos ficar cuidando dele em Iguatu por enquanto”, diz a enfermeira e voluntária da Adota Iguatu.
Fonte: Diário do Nordeste
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