Automobilismo
Bernie admite que Ferrari tem poder de veto na escolha de seu sucessor
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Durante GP do Brasil, Ecclestone sugeriu que Christian Horner seria sucessor ideal (Foto: João Gabriel Rodrigues)[/caption]Após apontar chefe da RBR, Christian Horner, como sucessor ideal, Ecclestone explica que precisaria de consentimento por escrito da tradicional escuderia italiana

Durante GP do Brasil, Ecclestone sugeriu que Christian Horner seria sucessor ideal (Foto: João Gabriel Rodrigues)
O reinado de Bernie Ecclestone, homem-forte da Fórmula 1 há mais de três décadas, está ameaçado. Respondendo na justiça a acusações de suborno, o próprio dirigente não se incomoda em falar sobre possíveis sucessores. Durante o GP do Brasil, no fim de novembro, ele havia sugerido o nome do chefe da RBR, Christian Horner, como a figura ideal:
– Christian seria o ideal. Seria feliz em segurá-lo sua mão. Poderíamos ter um período de transição. É preciso alguém que conheça o esporte. Se alguém vem de fora, do tipo corporativo, não acho que eu conseguiria trabalhar junto. Não duraria cinco minutos. As pessoas lidam comigo porque me conhecem. Eles sabem que sou correto com eles. É assim que é com Christian. Espero que possamos fazer isso – disse Ecclestone.
Nesta quinta, porém, em entrevista à CNN, Bernie minimizou a sugestão e ainda revelou que a Ferrari, escuderia mais tradicional e única a disputar todas as temporadas da história da F-1, vetaria a indicação:
– Alguém perguntou para mim “O que aconteceria se você saísse?”. Christian estava passando e eu disse “Que tal ele? É um cara bom”. Mas, primeiramente, a CVC (sócia majoritária da F-1) nunca concordaria. E, depois, a Ferrari também teria uma palavra a dizer. Nós precisamos ter o consentimento por escrito da Ferrari antes da nomeação de qualquer pessoa como diretora executiva se, nos últimos cinco anos, ele ou ela tiver ocupado um cargo executivo sênior ou ter tido participação em algum time, fabricante ou fornecedor de motor.
Recentemente, ao ser questionado sobre a indicação de Horner por Ecclesonte, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, tratou o assunto como “piada”.
– Conforme os anos passam, ele faz cada vez mais piadas e estou feliz de ele ter o desejo de fazer isso – disse à TV italiana Rai.
Na mesma entrevista, Montezemolo também já havia comentado que a Ferrari era a única escuderia com poder de vetar qualquer proposta de mudança de Ecclestone e da Federação Internacional de Automobilismo.
– Nós somos o único time com direito a veto. Mais força política que isso, impossível. Nós temos noção de nossa força na Fórmula 1, um esporte que, sem a gente, seria completamente diferente – explicou Montezemolo.
Fonte: Globo Esporte
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